O Brasil já registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox em 2026. O Paraná tem um caso confirmado e a maioria dos registros são de São Paulo, que já contabiliza 62 casos neste ano. 

Paraná tem primeiro caso de MonkeyPox confirmado em 2026
Exames laboratoriais para Mpox. Foto: Roberto Dziura JR/AEN

Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2) e no Distrito Federal (1). Não há registro de óbitos e, a maior parte dos casos são leves e moderados. 

Ao longo de todo o ano de 2025 o Brasil registrou 1.079 casos e dois óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Mpox: o que é e quais os sintomas? 

Trata-se da doença causada pelo vírus Monkeypox. 

Os principais sintomas com erupções na pele que se parecem com bolhas ou feridas e podem durar de duas a quatro semanas, afetando principalmente as palmas das mãos, as solas dos pés, virilhas e regiões genitais.

Febre, dor de cabeça, muscular, dores nas costas, apatia e gânglios inchados são comuns nos pacientes. 

Como é a transmissão? 

O contágio ocorre por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. Falar ou respirar próximos um dos outros, o que pode gerar gotículas de curto alcance, é uma das formas de transmissão. 

O contato pele com pele também permite a transmissão, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençois, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. 

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e até mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.