Um paciente de 23 anos denunciou que duas profissionais de saúde leram o resultado do teste de HIV dele, que havia dado positivo, em voz alta, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Ribeirão Preto (SP). 

Paciente reclamou da demora no atendimento em uma UPA e teve o resultado do exame lido em voz alta. O teste era positivo para HIV
Uma das profissionais envolvidas no caso foi afastada. (Imagem: Reprodução/ Google Maps)

Segundo o Portal UOL, as profissionais teriam tomado esta atitude após ele reclamar da demora na fila do atendimento, ato que vai contra a lei que garante o sigilo aos pacientes. O caso está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Saúde. 

O jovem teria ameaçado acionar a Guarda Civil Metropolitana devido a demora do atendimento e, após a coleta de sangue, a médica teria lido o resultado do exame em voz alta, enquanto ele estava em uma sala de observação ao lado de outras pessoas. 

Minutos depois, outra enfermeira entrou na sala e confirmou o resultado de dois exames reagentes, sem sigilo. 

 “Me senti constrangido, envergonhado, muito triste, fiquei em pânico com os olhares das pessoas e comecei a chorar muito”, afirmou o rapaz em entrevista ao UOL. 

Após a divulgação do exame, ele afirma que foi liberado e seguiu para registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. A Lei nº 12.984/2014 tipifica como crime a divulgação da condição sorológica de pacientes com HIV. 

A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que a Fundação Hospital Santa Lydia, responsável pelo gerenciamento das UPAs, instaurou um processo administrativo para analisar o caso e que uma das funcionárias envolvidas foi afastada das funções, mas não detalhou se foi a médica ou a enfermeira envolvida no caso. 

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