As doenças cardíacas, principalmente o Infarto Agudo do Miocárdio, seguem como a maior causa de mortes no Brasil. São estimados cerca de 300 mil a 400 mil casos por ano e, de cada cinco a sete episódios, um provoca a morte do paciente, segundo o Ministério da Saúde.

Entenda quais são os principais sinais para buscar um pronto atendimento em casos de infarto
O atendimento imediato é essencial no caso das doenças cardiovasculares. (Foto: Freepik)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares também lideram o ranking de mortes a nível mundial e contabilizaram 63.440 mortes em um ano no Brasil. O AVC (Acidente Vascular Cerebral) aparece como a segunda causa isolada de óbitos. 

O impacto também tem crescido entre as mulheres. Conforme a SBC, entre as brasileiras de 15 a 49 anos, houve aumento de 62% no número de mortes por infarto entre 1990 e 2019. 

O médico cardiologista do Hospital Pilar, Ricardo Philipe Zago, explica que o infarto é uma das manifestações cardíacas mais graves. 

“Trata-se de um problema de enorme relevância em saúde pública, responsável por grande número de internações, incapacidades e mortes, especialmente entre os homens, embora também acometa mulheres, principalmente após a menopausa”. 

Principais causas 

Zago detalha que o infarto ocorre quando há interrupção ou redução importante do fluxo de sangue para o músculo do coração. 

“Essa falta de oxigênio, chamada de isquemia, provoca lesão do tecido cardíaco. Na maioria das vezes, está relacionada à doença das artérias coronárias. As causas mais comuns geralmente são conhecidas pela população e o risco é maior em homens acima dos 45 anos e mulheres acima dos 55”. 

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Pressão alta
  • Diabetes
  • Colesterol elevado
  • Tabagismo
  • Excesso de peso
  • Sedentarismo
  • Estresse crônico
  • Histórico familiar de doença cardíaca precoce

Sinais de alerta 

Entenda quais são os principais sinais para buscar um pronto atendimento em casos de infarto
Um estilo de vida saudável ajuda a prevenir problemas cardiológicos. (Foto: Freepik)

Embora a dor torácica em aperto, pressão ou queimação seja o sintoma mais conhecido, o infarto também pode se manifestar de outras formas.

“O desconforto pode irradiar para braço, costas, pescoço ou mandíbula. Também podem surgir falta de ar, sudorese fria, náuseas, tontura, palpitações, sensação de desmaio, fraqueza intensa ou mal-estar súbito. Em mulheres, idosos e diabéticos, é comum a ausência da dor clássica no peito, com sintomas mais inespecíficos, o que pode atrasar a busca por atendimento”.

Segundo Zago, qualquer sinal que surja de forma súbita ou persista por vários minutos deve ser encarado como emergência.

“Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de preservar o músculo cardíaco, reduzir complicações graves e salvar a vida”,
– reforça.

Prevenção 

A boa notícia é que, segundo o cardiologista, grande parte dos casos pode ser evitada com medidas relativamente simples: controlar pressão, diabetes e colesterol, parar de fumar, manter atividade física regular, ter alimentação equilibrada, cuidar do peso e realizar acompanhamento médico periódico.

“Cuidar do coração significa agir antes que os sintomas apareçam e reconhecer rapidamente quando algo não está bem”.