Houve uma redução de 40% no número de novos cadastramentos de doadores de medula óssea em 2020, no Hemepar, em relação ao mesmo período do ano passado. No Paraná, 850 pacientes estão na fila para achar um doador e na maioria dos casos são pessoas que tem leucemia e todos o tipo tratamento feito não funcionou.

A bióloga do Hemepar, Jaqueline Morcelli Castro, lamenta a redução no número de novos cadastros de doadores de medula óssea por conta da pandemia.

“A gente está com uma situação meio complicada, estamos passando por uma queda de 40% dos cadastros, se fomos levar em consideração os mesmos meses do ano passado. Fazíamos muita campanha, coletávamos em universidades, empresas e agora não podemos fazer esses cadastros externos, então a gente conta só com essas pessoas que vem cadastrar”, disse em entrevista à Banda B, na manhã desta quinta-feira (22) .

Rápido e fácil

A bióloga explica que o cadastro é rápido e fácil. “A pessoa vem, preenche um cadastro e coleta uma amostra de sangue. Com essa amostra, a gente faz um exame chamado HLA, que é uma tipagem genética do candidato a doador. Estes dados do doador entram dentro do registro de cadastro do doador de medula, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea)”, conta.

Divulgação

Jaqueline conta que sobre o número de pessoas aguardando para encontrar medula óssea. “Temos uma fila de 850 pacientes aguardando um doador de medula óssea, ou seja, não tem nenhum doador compatível com ele e por isso é importante novos cadastros, que precisamos de pessoas com outras tipagens”, diz.“Você pode salvar a vida de alguém, eu acho que é um presente, quem sabe você não vai ser um herói”, completa.

No Hemocentro, pelo processo ser rápido, basta chegar no local preencher o cadastro e fazer uma coleta de sangue. A chance para encontrar um doador compatível no Brasil é de 1 para 100 mil pessoas e no mundo de 1 para 1 milhão. Em Curitiba, o Hemepar fica na Travessa João Prosdócimo, 145, no Alto da Rua XV.

Isa precisa de um transplante de medula óssea

Caso Isa

A Isabela Feckinghaus, de 3 anos, também está na fila de espera para encontrar um doador de medula óssea. Em julho, teve o diagnóstico de uma doença chamada linfohistiocitose hemofagocítica.

“Ela apresentava uma febre persistente, várias lesões no corpo. Não estávamos conseguindo ter um diagnóstico. Ela precisou ficar interna na UTI e começou o tratamento e teve uma boa resposta, mas teve uma queda em setembro e precisou voltar a ser internada e foi quase 30 dias de UTI. (…) O tratamento definitivo desta doença é o de medula óssea”, conta a mãe da Isabela, Carolina Monteguti.

Veja a Isa: