Dormência, formigamento, dor e sensação de choque, principalmente no polegar, indicador e dedo médio, estão entre as queixas mais frequentes das pessoas afetadas pela Síndrome do Túnel do Carpo, condição que afeta a função das mãos e pode comprometer atividades do dia a dia. 

Mulher com dor no pulso. Sintoma pode ser referente a síndrome do túnel do carpo, fator que afastou 44 mil do trabalho
A síndrome afeta principalmente mulheres em períodos de mudanças hormonais, como a menopausa e a gestação. (Foto: Freepik)

Segundo dados da Previdência Social, em 2024 foram concedidos 35.309 benefícios por incapacidade temporária relacionados à síndrome. Em 2025, o número subiu para 44.270 afastamentos do trabalho, um aumento de 25%.

O que acontece

A condição ocorre quando o nervo mediano, responsável por parte da sensibilidade e dos movimentos dos dedos, sofre compressão na região do punho, dentro de um canal estreito chamado túnel do carpo. Os sintomas costumam surgir de forma gradual.

Na maioria dos casos, os sintomas acontecem de forma mais intensa à noite ou ao acordar e, com o tempo, podem evoluir para perda de força e dificuldade para segurar objetos.

 “Muitas pessoas demoram a procurar atendimento porque acreditam que é algo passageiro, mas a persistência dos sintomas pode indicar compressão do nervo e exigir avaliação especializada”,
–  explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.

Mulheres são mais afetadas

A síndrome é mais comum em mulheres e pode se manifestar com maior intensidade em fases marcadas por alterações hormonais, como gestação e menopausa. A sobrecarga relacionada a movimentos repetitivos, seja no ambiente profissional ou nas tarefas domésticas, também pode favorecer o aparecimento da síndrome e piorar os sintomas.

O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas e o tempo de evolução do quadro. Em fases iniciais, medidas conservadoras costumam trazer bons resultados. Já nos casos em que há comprometimento mais importante do nervo, pode ser necessária intervenção cirúrgica para descompressão.

 “O mais importante é que o paciente não normalize os sintomas. Quanto antes houver avaliação especializada, maiores são as chances de evitar a progressão e preservar a função da mão”,
– conclui o presidente da SBCM.

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