O advogada Elias Mattar Assad, que faz parte da equipe que representa Allana Brittes, criticou a pena e a prisão da filha de Edison Brittes. Ela foi condenada a 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão por fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo.
“Quanto a Allana, é risível, se não fosse trágico. Pela lei brasileira, abaixo de oito anos é regime semi-aberto. Como ela já cumpriu cerca de 10 meses, é um absurdo. O mérito desse julgamento é que sete acusados tiveram várias absolvições A Allana foi um erro do julgamento e logo terá uma resposta do Tribunal”, afirmou Elias.

Outra advogada da equipe de defesa de Allana, Caroline Mattar Assad, também destacou que a pena para Allana foi elevada.
“Essa condenação entendemos que foi elevada. Queremos que o Tribunal de Justiça reveja a dosimetria da pena. A defesa tem perspectiva de recorrer tanto para reformar a pena, como para conseguir a liberdade da Allana”, revelou Caroline.
Allana Brittes vai passar a noite na delegacia de São José dos Pinhais. A defesa dela já adiantou que vai entrar com pedido de habeas corpus logo pela manhã desta quinta-feira (21) pela sua liberdade.
Sentença
A sentença dos sete acusados pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas começou a ser lida pelo juiz Thiago Flores Carvalho, por volta das 18h40.
Além de Allana, que teve a prisão determinada em plenário, Edison Luiz Brittes Junior foi condenado a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão.
Já os outros quatro acusados de homicídio foram absolvidos.
Confira as penas:
Edison Luiz Brittes Junior – homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação do cadáver, corrupção de menor e coação do curso do processo – 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão;
Cristiana Rodrigues Brittes – absolvição do crime de homicídio – 1 ano de prisão, em regime aberto, por fraude processual e coação no curso do processo;
Allana Emilly Brittes – condenada por fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo – 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão;
David Willian Vollero Silva – absolvição;
Ygor King – absolvição;
Eduardo Henrique Ribeiro da Silva – absolvição;
Evellyn Brisola Perusso – absolvição do crime de fraude processual;
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