Com um orçamento de R$ 5,8 bilhões a mais no Orçamento do ano que vem para despesas com militares do que com a educação do país, o líder do Governo da Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu que o presidente tem suas prioridades. A declaração foi dada à Banda B, na manhã desta quarta-feira (19).

 

A jornalista Denise Mello e o líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros. Foto: Banda B

 

O deputado defendeu a previsão maior no orçamento para a Defesa, afirmando que não falta dinheiro para a Educação. “O Governo tem suas prioridades, o presidente Bolsonaro, como todos sabem, é capitão, é das Forças Armadas. Ao longo do tempo, as Forças Armadas tiveram os seus equipamentos e os seus investimentos muito limitados porque havia outras prioridades de Governo. Não há falta de dinheiro para a educação, o orçamento da Educação é de R$ 100 bilhões”, respaldou.

Será a primeira em dez anos que o Ministério da Defesa receberá mais investimentos do que o Ministério da Educação.

Embora o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenha declarado que essa proposta de Orçamento “não faz nenhum sentido, nem do ponto de vista político”, Barros defendeu que enfrentará resistência. “Vamos ter, vamos enfrentar e vamos superar. Essa é a nossa missão, dar ao país as melhores condições de crescimento e desenvolvimento. O presidente Bolsonaro colocou orçamento ilimitado para combate ao covid, para dar renda as pessoas que foram afetadas pelo isolamento social. São R$ 700 bilhões que já investimos”, declarou.

Pressão

A conquista de Bolsonaro nas urnas se deve – boa parte – a base de apoio militar. Capitão reformado do Exército Brasileiro, o presidente disse, na quinta-feira passada, durante live semanal que faz nas redes sociais, sofrer pressão para aumentar os recursos destinados às Forças Armadas, mas reclamou que “o cobertor está curto”.

O presidente disse que “para aumentar para o Fernando [Azevedo e Silva, ministro da Defesa] tem de tirar de outro lugar”.

Assista à entrevista na íntegra: