Foto: Divulgação AnPR

 

A ministra Laurita Vaz, da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB), que foi preso durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco). Como o indeferimento foi liminar, ele segue sendo analisado pela Corte. Richa está preso no Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba. O pedido da mulher de Beto, Fernanda Richa, também foi negado pela ministra.

Na noite desta quarta-feira (12), o desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), já havia negado habeas corpus ao casal.

Richa está preso numa sala de cerca de 30 metros quadrados, com beliche e banheiro. Fernanda está em outra sala, de 25 metros quadrados, também com banheiro privativo. Eles não têm acesso à internet e à televisão.

Operação Rádio Patrulha

Richa e mais 14 pessoas são investigadas na Operação Rádio Patrulha do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Na terça-feira (11), foram cumpridos a maioria dos mandados de prisão temporária de busca e apreensão. As medidas visam investigar o programa Patrulha do Campo, do Governo do Estado do Paraná, apurando-se indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Defesa

Em nota publicada na tarde desta quarta, Richa disse que enfrenta com serenidade e confiança qualquer acusação. “Mas devo dizer que eu e minha família estamos sofrendo muito com a injusta condenação que nos está sendo imposta. Sou um homem público há mais de duas décadas, com a mesma honradez. Tenho a consciência em paz e sei que, no devido tempo, a verdade sempre se impõe. Garanto a você, que me conhece e para quem exerço com responsabilidade a vocação que Deus me deu: nada devo e sigo confiando na justiça”, descreveu.