O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP), negou que tenha ocorrido alguma negociação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e a facção PCC. Gakiya, que é atualmente responsável pela investigação contra a organização criminosa, revelou, em entrevista exclusiva ao UOL, que “não há nenhum indicativo de negociação do governo PT com o PCC”.

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Ainda de acordo com o promotor, que foi responsável por pedir, no fim de 2018, as transferências dos chefes facção criminosa dos presídios paulistas para o sistema federal, “é bom que se diga que os presos não foram transferidos em décadas de governo do PSDB em São Paulo”. Gakiya também descartou que o suspeito preso integre a cúpula do PCC e lembrou que “a investigação sobre o plano de resgate e o pedido de remoção de Marcola foi feito por mim, ou seja, pelo MP, e deferido pelo juiz da 5ª VEC (Vara de Execução Criminal) de São Paulo”, afirmou.

O investigador do Gaeco disse que o governo federal disponibilizou vagas através do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e organizou a ‘logística da transferência’. O que houve foi apenas cumprimento de ordem judicial. Não cabia ao governo federal ‘determinar’ ou ‘negar’ as transferências”.

Também responsável por investigar o PCC, no início dos anos 2000, o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino ratificou as afirmações de Gakyia. “O envolvimento do PCC com partidos políticos sempre foi aventada e nunca comprovada”.

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