A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva protocolou na manhã desta sexta-feira, 8, o pedido de liberdade do ex-presidente da República na Justiça Federal em Curitiba. Os defensores alegaram que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inválida a execução provisória da pena em segunda instância, é de conhecimento público e pede que seja expedido alvará de soltura para o petista. Lula está preso desde 7 de abril de 2018 na sede da Polícia Federal do Paraná, berço da Operação Lava Jato.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

“Luiz Inácio Lula da Silva, qualificado nos autos da Execução Penal Provisória em epígrafe, cujos trâmites se dão por esse douto Juízo, vem, por seus advogados que abaixo subscrevem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer a expedição imediata de ALVARÁ DE SOLTURA, diante do resultado proclamado na data de ontem pelo Supremo Tribunal Federal – público e notório – no julgamento simultâneo das ADCs 43, 44 e 54”, informa o documento protocolado às 11h12 na 12.ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo a advogado de defesa, Cristiano Zanin Martins, que protocolou o pedido junto à advogada Valeska Martins, o ex-presidente Lula está sereno e esperançoso quanto ao pedido, mas afirma que a batalha jurídica ainda não acabou.

“É importante lembrar que nossa batalha jurídica continua. Nosso foco é realmente a declaração da nulidade de todo o processo (…) que é marcado por grosseiras violações a garantias fundamentais, repleto de ilegalidades. Esperamos que Suprema Corte julgue com rapidez o habeas corpus que está lá, pendente em julgamento, desde novembro do ano passado, e anule todo o processo, reconhecendo a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”, ressaltou Martins.