O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo foi feito após o antigo responsável, ministro Dias Toffoli, pedir para sair das investigações. As informações são da Folhapress.

A decisão pela troca foi tomada em reunião com todos os ministros na quinta-feira (12). De comum acordo, eles decidiram não aceitar o pedido de suspeição, feito pela Polícia Federal (PF) contra Toffoli, mas houve um acerto para que ele deixasse o caso.
Mendonça também é relator de outro inquérito com grande repercussão, a investigação sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que também é alvo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada por deputados federais e senadores.
A saída de Toffoli ocorreu após o nome dele ser citado por diversas vezes em conversas apreendidas pela PF nos celulares do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele já era alvo de pressão para deixar o caso por ter tomado decisões polêmicas no curso da investigação, como a imposição de sigilo severo, e por revelações da imprensa de que teria ligações com pessoas investigadas no caso, tanto pessoais quanto empresariais.
Uma das revelações foi a de que empresas ligadas aos irmãos de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à rede usada pelo Master para o suposto cometimento de fraudes. Ainda na quinta-feira, o ministro confirmou ser sócio de uma empresa que foi dona de resort Tayayá, no Paraná, e vendeu partes do negócio a um fundo ligado às investigações sobre o banco.
A retirada de Toffoli da relatoria, sem que a suspeição fosse aceita, evita que a investigação do caso volte ao início. Caso ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as atuações do ministro assinadas até aqui seriam anuladas. Isso tiraria a validade, inclusive, dos depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos pela PF.