Dizem por aí que a política é a arte de fazer o impossível se tornar possível. Outros dizem que é a forma de trair o próximo sem fazer esforço. E tem gente que acha que politica é a forma de viver e ficar rico sem trabalhar. Muitas são as interpretações para a política, mas existe uma certeza, que política não é para amadores.

Os eleitores paranaenses estão confusos com os movimentos do governador Ratinho Júnior. Uma hora ele declara apoio ao presidente Jair Bolsonaro e outra hora acena para o ex-presidente Lula, líder das pesquisas. Na verdade ele colocou o pé nas duas canoas. Com a sua eleição no primeiro turno praticamente garantida, Ratinho deve montar no Paraná um palanque para Bolsonaro e outro para Lula. A sua turma que é ligada ao agronegócio e o setor produtivo vai com o presidente, e a turma que ele tirou do PSB, como Romanelli, vai com o ex-presidente.
Ratinho está errado? Ele pode ser considerado um traidor do presidente Bolsonaro? Ou um oportunista em relação ao Lula? Nada disso, o governador está pensando única e exclusivamente no seu mandato e também na população do Paraná. Ele aprendeu a lição que lhe passou o deputado federal Ricardo Barros, que já foi líder do Lula, da Dilma, do Temer e agora do Bolsonaro. Barros ensinou a Ratinho que política tem que trazer resultados e isso só se consegue sendo da situação. Por isso Ratinho quer ficar de bem com todo mundo e independente do resultado ele será governo.
O governador não quer para o seu partido e nem para o seu grupo político o mesmo destino do PSDB. Partido que foi implodido nacionalmente por suas vaidades, por sua incompetência em dialogar, por sua resistência em abrir espaço para novas lideranças. O ex-governador João Dória abandonou a corrida presidencial depois de ser preterido pelos caciques do partido, apesar de ter ganho as prévias presidenciais da sua legenda.
Saiu se dizendo vítima, mas na verdade esquece que foi algoz de Alckmin, hoje vice do Lula, que pisou em Aécio Neves, hoje seu desafeto, e que desrespeitou o ex-presidente Fernando Henrique a quem não deu ouvidos. As vaidades do PSDB, a sua insistência em ser o dono da bola, do campo, do jogo de camisas e até do apito do juiz, deixou o partido sozinho, isolado, nanico. Muito longe daquele PSDB que liderou o Plano Real e proporcionou ao Brasil os melhores anos das últimas décadas.
A politica no Brasil não é para fracos. Traição, jogo duplo, mentiras, fogueiras de vaidade, aliciamento, desvios de conduta, tudo isso e mais um pouco faz parte do cotidiano de um pedaço da classe politica brasileira, razão pela qual o povo está cada dia mais descrente de que os políticos brasileiros serão capazes de dar um futuro descente para o nosso País.
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