Após os deslizamentos de terra que provocaram bloqueios e destruição na BR-376, no quilômetro 668, em Guaratuba, Litoral do Paraná, na noite desta segunda (29), a Banda B procurou um engenheiro ambiental para explicar o motivo de tragédias como essas acontecerem.

Foto: Reprodução/Divulgação

Em entrevista, o professor de Engenharia Ambiental da PUCPR, Alessandro Bertolino, explicou que, durante os dias chuvosos, o solo fica encharcado e pesado. Portanto, onde há um declive mais alto, a gravidade faz com que a terra venha para baixo e os deslizamentos aconteçam.

“O deslizamento é um desastre natural, então por mais que tenha ou não a ocupação de pessoas em casas, rodovias ou obras em geral, provavelmente estes deslizes iriam ocorrer de qualquer maneira”, disse o professor.

Segundo o especialista, desastres semelhantes são mais difíceis de acontecer em locais de vegetação densa. Neste caso, as raízes das árvores prendem o solo. No entanto, com o acúmulo de chuva, a ocorrência de deslizes não é incomum.

“Aconteceria normalmente, claro que a gente sofre mais onde tem algum tipo de ocupação humana, como nas rodovias. Mas é comum acontecer em ambientes onde não tem movimentação também”, explicou.

O professor ressalta que quando acontece uma mudança no relevo, as condições do terreno também são alteradas de forma indireta. Sendo assim, uma solução é que técnicos e especialistas comecem a trabalhar para que sejam feitas obras de drenagem para o escoamento de água. O trabalho com monitoramento também é importante para prevenção.

“Quase não é trabalhado monitoramento de encostas, diferente das barragem por exemplo, para saber se está acontecendo algum movimento ou algo assim. Mas em rodovias ainda não”, ressaltou.

A implantação de sensores nas montanhas faria com que o grau de saturação do solo fosse medido a partir do nível de água presente e por meio dos movimentos que podem ocorrer na terra.

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