Um total de 8.780 casamentos homoafetivos foram formalizados em cartórios de todo o país de janeiro a setembro de 2021, um crescimento de 35,8% na comparação com o mesmo período de 2020. No ano passado, foram oficializadas 6.461 uniões estáveis do tipo.

Os dados são da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido pelo STF há 10 anos, em maio de 2011.
Quando Lucyanna Melo, 32 anos, e Nathalia Leite, 30 anos, resolveram ir ao cartório localizado na Asa Sul, em Brasília, formalizar a união, o pensamento de que algo podia impedir o sonho não passou pela cabeça do casal.
“Sabíamos dos nossos direitos e fomos com o pensamento de que ninguém iria atrapalhar nosso momento”
relembra Lucyanna.
Justiça do Paraná autoriza casamento homoafetivo no estado
Lucyanna e Nathalia, moradoras do Jardim Botânico no Distrito Federal, se conheceram antes da pandemia, e foi justamente por causa da crise sanitária que acabaram ficando mais unidas. “Estávamos praticamente pagando dois aluguéis, enquanto uma morava na casa da outra, então decidimos entregar um apartamento e morar juntas”, contam. Após conviverem sob o mesmo teto, decidiriam dar outro passo, e oficializaram a união.
“Pensamos: a gente está feliz, então, por que não [se casar]? Acordamos num dia ensolarado de junho, e fomos”, conta Lucyanna entre risos.
Questionada se foi alvo de preconceito, ela afirma que teve o apoio da família: “Ainda com todos os problemas que vivemos, eu vejo que as pessoas estão naturalizando mais [a união entre casais homoafetivos]. A gente ainda fica alerta, toma precauções quando andamos na rua, mas ao menos estamos tendo nossos direitos garantidos”, diz.
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