Um homem, de 27 anos, descobriu um tumor cerebral raro após pedir uma ressonância magnética. A descoberta surgiu após dez anos de idas a médicos para consultar sua constante dor de cabeça, sempre diagnosticada como uma simples “enxaqueca”.

Luke Taylor mora em Warrington, na Inglaterra. Ele é engenheiro civil e pai de uma menina. O jovem exigiu a ressonância em julho do ano passado, mesmo a contragosto dos médicos que diziam que ele estava completamente “saudável”.
“Um dia, cansei das minhas dores de cabeça. Elas estavam piorando cada vez mais, e eu tinha vontade de chorar de dor”
disse ele em entrevista ao portal britânico SWNS.
As dores chegaram a causar episódios de náusea e vômitos em Luke. Com os exames, ele recebeu o diagnóstico de ter um hemangioblastoma, um tumor cerebral raro que pode crescer até a medula espinhal.
No momento da ressonância, o tumor tinha crescido tanto a ponto de estar do tamanho de uma bola de golfe. Luke recebeu a notícia de que teria “alguns dias de vida” se não passasse por uma cirurgia de emergência.
“Eu tinha 26 anos quando recebi o diagnóstico. Tinha o resto da vida pela frente, tenho uma filha e não sabia como ia contar para a minha família”
afirmou Luke.
Jovem passa por cirurgia para remover tumor cerebral
Luke passou por cirurgia de nove horas para a remoção do tumor no Hospital Walton, em Liverpool. A cirurgia causou uma hemorragia cerebral e ele passou por um novo procedimento de emergência no dia seguinte.
Após 18 dias no hospital, o jovem recebeu alta e teve que reaprender a andar, falar e usar as mãos após as cirurgias. Companheira de Luke, Nia Jones relatou que ele “não conseguia se vestir sozinho nem cortar a própria comida”.
“Cada dia era frustrante, exaustivo e emocional para nós dois, mas estávamos determinados a fazer tudo o que fosse possível para ajudá-lo a se recuperar”
disse Nia ao portal.
Em novembro de 2025, Luke recebeu a notícia de que a operação foi bem-sucedida e que os médicos conseguiram remover todo o tumor. A partir de então, ele passou por exames a cada seis meses nos olhos, no cérebro e na coluna.
A expectativa é monitorar qualquer possível retorno da doença pelos próximos 10 anos.
“Fiquei muito emocionado quando me disseram que a cirurgia tinha sido um sucesso. Chorei muito, fiquei tão feliz por terem conseguido remover tudo”
finalizou Luke.
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