Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias
O mandante da cachina que aconteceu no Moto Clube de Ponta Grossa nega que tenha participação no crime, que aconteceu em julho. Donizete José de Almeida, 30 anos, conhecido como Moicano, foi preso nesta sexta-feira (21) e negou que tenha ordenado que os tiros fossem disparados contra seus desafetos durante o encontro. “Não mexi com inguém, não chamei ninguém e só fugi porque estava com medo de represália”, disse, durante a apresentação dele, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Curitiba.
Moicano jogava squash quando policiais civis o prenderam. Ele é apontado como sendo o pivô e mandante da execução, que aconteceu no dia 12 de julho no bar do Moto Clube, que fica no bairro de Uvaranas. Segundo o delegado Francisco Caricati, da Delegacia de Homicídios, uma força-tarefa entre investigadores possibilitou a prisão do suspeito. “Nós fizemos uma força-tarefa junto com a sessão de homicídios de Ponta Grossa e passamos a monitorar cada passo do Moicano, até chegarmos na Cidade de Leste, no Paraguai. Em momento algum ele pensou que a polícia brasileira chegasse até ele”, disse Caricati.
Embora negue participação, a delegada de homicídios de Ponta Grossa, Tânia Maria Sviercoski, diz que não há dúvidas sobre a participação dele no crime. “De acordo com as investigações, ele saiu da festa após a briga e retornou meia hora depois acompanhado de dois homens. Ele apontou para os desafetos e esses homens efetuaram dez disparos contra aquele grupo e dois deles morreram na hora. A terceira morreu no hospital”. descreveu a delegada.
Durante a apresentação do suspeito, a delegada confirmou que a motivação do crime foi uma discussão, após Moicano assediar uma mulher casada . “Ele teria assediado a esposa de outro frequentador. Ele nega, mas ainda não foi interrogado formalmente. Temos muitas informações sobre a autoria e representamos ao judiciário pela prisão temporária dele justamente pelas provas e outras informações”, finalizou a delegada.
Crime
Almeida não fazia parte do grupo de Ponta Grossa e teria ido até o encontro a convite de outros grupos de Curitiba. Durante a confusão, ele teria ido embora do local e voltado com outro grupo armado. Ele teria apontado aos atiradores quem teria que ser morto, segundo as investigações. Almeida foi preso por policiais civis de Foz do Iguaçu, no lado paraguaio, em um momento de lazer.
Notícias relacionadas:
Advogado de suspeito apontado como autor de chacina em Ponta Grossa dá outra versão para as mortes
Evento de motociclistas termina com chacina em Ponta Grossa; quatro baleados e dois mortos
📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.
