Redação com aRede, de Ponta Grossa

morcego“Moicano” nega participação na chacina – Reprodução Facebook

O advogado Fábio Massoller Bonetto, responsável pela defesa de Donizete José de Almeida, conhecido como Moicano, esteve na 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, na última quarta-feira (15). Bonetto foi até o setor de Homicídios da 13ª SDP para ter acesso as provas já recolhidas pela Polícia Civil na investigação dos assassinatos cometidos no Moto Clube de Ponta Grossa – Moicano é o principal suspeito do crime.

Segundo Massoller, Donizete nega qualquer tipo de participação no crime e salienta que, até o momento, apenas o depoimento de testemunhas apontam Moicano como responsável pelo crime. “Não há nenhuma prova concreta contra Donizete que o leve a ter qualquer tipo de relação com o fato. Ele só estava no lugar errado e na hora errada”, argumentou Fábio.

‘Moicano’ admite ter brigado com as vítimas

Fábio contou que ‘Moicano’ admite que estava no local do crime no momento da confusão e também contou que o cliente chegou a ter um desentendimento contra as vítimas. “O Donizete chegou a brigar com os rapazes no Moto Clube por causa de uma confusão ocasionada por um colete. Mas ele nega qualquer envolvimento nas mortes”, salienta Bonetto.

Informações repassadas pelo advogado de ‘Moicano’ dão conta de que ele estava na festa junto com a família. “A filha e a esposa do Moicano estavam com ele na festa e meu cliente não conhece os responsáveis pelos assassinatos. A versão dele é totalmente diferente da que está sendo apresentada no inquérito policial”, disse o advogado.

Massoler contou que Moicano e toda a família vêm recebendo ameaças de morte após o crime. A filha e a esposa de Donizete já estão fora do Estado e nem mesmo o advogado conhece o paradeiro do cliente. “O Moicano me ligou já no domingo de manhã após o fato pedindo orientação jurídica. Mas por causa da situação de risco em que ele está envolvido, ninguém conhece o paradeiro do Donizete”, diz.

Donizete já foi condenado por porte ilegal de armas. Segundo o advogado, a situação aconteceu porque o cliente trabalhava como segurança de clubes noturnos em Curitiba por muitos anos. “Para a segurança própria, ele chegou a andar armado por algum tempo e acabou tempo esse problema com a Justiça”, pontua Massoler.

Fábio Massoller Bonetto acredita que ‘Moicano’ está sendo tratado como suspeito porque há uma confusão de informações a respeito do caso. O advogado acredita que quando a Polícia Civil ouvir mais testemunhas, a situação do cliente será esclarecida. “Ele[Moicano] está sendo procurado de maneira equivocada e com o clamor criado ao redor do caso, não é possível que ele se apresente no momento”, explicou o advogado.

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