
O número de pessoas com diagnóstico de estresse e ansiedade aumentou muito nos últimos anos. Contribui para isso as mudanças provocadas pela pandemia de Covid. Só de 2019 para 2021, a quantidade de atendimentos realizados nas unidades públicas de saúde brasileiras saltou de 142.174 para 273.917, segundo o Ministério da Saúde.

De janeiro a junho de 2022, foram realizados quase 160 mil atendimentos relacionados à saúde mental. “O estresse e a ansiedade são uma resposta natural do organismo a grandes transformações. Em alguns casos, esses sentimentos podem ser positivos, pois levam à ação. O problema é quando eles persistem”, explica a neurologista Ana Paula Peña Dias, que escreveu recentemente o livro E agora? Como ficam as emoções após a pandemia.
Caso vire rotina, os sentimentos de estresse e ansiedade podem evoluir para um quadro crônico de esgotamentos, causando prejuízos físicos – como dores de cabeça e no corpo, taquicardia, falta de ar, queda de cabelo e sono ruim – e também emocionais, como tristeza, pessimismo, pensamento acelerado e medo.
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