Uma moeda de R$ 1 esquecida em uma gaveta pode valer centenas ou até milhares de reais no mercado de colecionadores. Dependendo da edição, da quantidade produzida e do estado de conservação, algumas peças emitidas pelo Banco Central (BC) se tornaram objetos de desejo entre numismatas e podem ser negociadas por valores que chegam a R$ 2 mil.

Além das moedas comemorativas lançadas para marcar datas e eventos históricos, exemplares que apresentam erros de cunhagem também costumam despertar interesse e alcançar preços elevados.
Moeda dos Direitos Humanos pode valer até R$ 850
Entre os exemplares mais valorizados está a moeda lançada em 1998 para celebrar os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foram produzidas 600 mil unidades, quantidade considerada baixa em comparação com outras moedas comemorativas.
Em condições normais de conservação, a peça pode valer entre R$ 300 e R$ 700. Entretanto, exemplares que apresentam duplicação completa do anverso podem alcançar até R$ 850 no mercado especializado.
Moeda antiga de R$ 1 pode ser negociada por R$ 850
As moedas de R$ 1 fabricadas com cuproníquel e alpaca também estão entre as mais procuradas pelos colecionadores. Embora não sejam comemorativas, elas deixaram de ser produzidas em 2001, quando esses materiais foram substituídos por aço inoxidável e aço revestido de bronze.
Segundo o Banco Central, a mudança ocorreu devido ao aumento dos custos das matérias-primas utilizadas na fabricação. Dependendo do estado de conservação, uma dessas moedas pode ser comercializada por até R$ 850.
Edições comemorativas das Olimpíadas também são valorizadas
Diversas moedas lançadas em homenagem aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 aparecem na lista das mais valiosas. A moeda da entrega da Bandeira Olímpica ao Rio de Janeiro, lançada em 2012, pode ser encontrada por valores entre R$ 130 e R$ 260.
Já moedas temáticas dedicadas ao golfe, boxe, vôlei, natação paralímpica e ao mascote paralímpico Tom podem valer entre R$ 450 e R$ 500 quando apresentam defeitos de fabricação, como núcleo deslocado ou reverso invertido.
Moedas em homenagem ao Banco Central e a JK estão entre as mais procuradas
Outras peças que costumam chamar atenção dos colecionadores são as moedas comemorativas dos 40 e 50 anos do Banco Central.
A edição dos 40 anos da instituição, lançada em 2005, pode alcançar até R$ 350. Já a moeda comemorativa dos 50 anos do BC, emitida em 2015, pode valer até R$ 800 quando apresenta o chamado reverso invertido.
Também figura entre os exemplares mais procurados a moeda lançada em 2002 em homenagem ao centenário do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Apesar da grande tiragem, de 50 milhões de unidades, alguns exemplares podem chegar a R$ 650.
Moeda dos 25 anos do Real pode atingir R$ 2 mil
A peça mais valiosa da lista é a moeda comemorativa dos 25 anos do Plano Real, lançada em 2019. A moeda traz, em seu anverso, a imagem de um beija-flor alimentando seus filhotes no ninho, em referência à antiga cédula de R$ 1. Mais de 20 milhões de unidades foram colocadas em circulação.
Contudo, exemplares que apresentam deslocamento entre 10% e 40% nas bordas podem atingir até R$ 2 mil no mercado de colecionadores, tornando-se uma das moedas de R$ 1 mais valiosas já colocadas em circulação no Brasil.
O que influencia o valor de uma moeda
O preço de uma moeda colecionável depende de diversos fatores. Entre os principais estão a quantidade produzida, a demanda dos colecionadores, a presença de erros de fabricação e o estado de conservação.
No mercado numismático, as peças costumam ser classificadas em categorias como bem conservada, muito bem conservada, soberba e flor de cunho, sendo esta última destinada às moedas que apresentam características próximas às originais de fábrica.
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