A Polícia Civil do Paraná (PCPR) fez um alerta nesta terça-feira (31) sobre um golpe que tem sido cada vez mais comum em todo o Brasil. O chamado golpe do falso emprego mostra criminosos que usam plataformas de mensagens no celular para oferecer vagas de trabalho que não existem e, dessa forma, roubar dados, senhas e dinheiro.

Em razão da proposta extremamente atrativa, algumas pessoas clicam no link enviado e podem perder informações, inclusive até pagar por falsos cursos para a vaga ofertada. De acordo com a polícia, várias pessoas afirmam ter recebido uma mensagem pelas redes sociais, principalmente WhatsApp, dizendo que foram selecionadas para ter acesso à uma vaga de emprego. Normalmente, trabalhando por poucos minutos ou horas, eles podem ganhar de R$ 500 a R$ 3 mil.

Foto: Pixabay

De acordo com o levantamento de uma empresa de segurança digital, de setembro do ano passado a fevereiro deste ano, houve 608 mil tentativas desse tipo de golpe no país – uma média de 4 mil por dia. Nas últimas semanas, a PCPR identificou uma série de golpes em pessoas que procuram por empregos nas redes sociais.

Golpe contra os mais vulneráveis

Segundo o Chefe da Delegacia de Estelionatos de Curitiba Delegado Emmanoel David, os criminosos se utilizam de um momento de fragilidade das vítimas. O “modus operandi” vem por meio de conversas por Whatsapp que são muito melhores do que aquelas normalmente ofertadas.

“Em alguns casos, as vítimas procuravam mesmo pelo emprego e os estelionatários mandam formulários pessoais. O contribuinte preenche eles com dados que são utilizados para golpes”, diz

Emmanoel destaca que os estelionatários mandam até links maliciosos para que as vítimas cliquem. Esse ato é chamado de “fishing”, ou pescaria, em que toda mensagem conta com um link, e o golpe tem início a partir desse clique.

Há uma modalidade de golpe em que os estelionatários pedem PIX adiantado para as vítimas. Na hora de efetuar o pagamento, elas descobrem que é uma fraude. “Esse tipo de golpe é cruel e aplicado a pessoas que já estão em situações de vulnerabilidade. Causam prejuízos ainda maiores”, afirma o delegado.

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