A primavera começou nesta quinta-feira (22) e, com a chegada da estação, é comum que os quadros de alergia comecem a se intensificar. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% da população brasileira sofre de algum tipo de alergia.

Foto: Agência Brasil

O motivo para que isso aconteça na primavera é a polinização intensa, que, misturada ao sol e ventos, deixa o ar com uma maior concentração de partículas de pólen, o que faz com que muitas pessoas sofram com um quadro alérgico intenso nessa época do ano. De acordo com o médico otorrinolaringologista do Hospital IPO Dr. Guilherme Netto, em época de polinização tem muitas plantas em que o pólen viaja no vento por quilômetros e quilômetros.

“É uma época que piora essas síndromes alérgicas, onde pioram os sintomas oculares. Principal recomendação é sempre a lavagem nasal, que ajuda a tirar o pólen e outros alérgenos que vão controlar os sintomas”, diz

Guilherme aconselha que quem tiver mais crises durante a primavera deve procurar um médico. Em relação ao pólen, algumas medidas dentro do ambiente de casa podem ajudar a a combater possíveis alergias.

Controle do ambiente

Dr Guilherme recomenda que o paciente que sofre com alergias evite abrir a casa no início da manhã. Além disso, é importante evitar o acúmulo de poeira dentro de casa e nas cortinas dos quartos. O especialista ainda destaca que é importante não deixar os pets dormirem na cama.

Na hora de fazer a limpeza da casa, o médico sugere o uso de panos úmidos para fazer a remoção da poeira. “O paciente vai ter que identificar o que é pior para ele”, diz.

Por isso, o médico ressalta que é importante que o paciente observe o que pode prejudicá-lo. “Fumaça, perfumes e produtos de limpeza podem ser mecanismos que desencadeiam rinites não alérgicas”.

Rinite não tem cura, mas tem controle

Guilherme afirma que a conscientização é muito importante quando se fala em doenças crônicas.

“Poucos pacientes tem um tratamento contínuo, mas sabendo que aquilo (crise) vai voltar é importante fazer”

Por fim, o otorrino recomenda que os pacientes observem o que pode desencadear crises. Com isso, o objetivo é de retirar aquele gatilho que resulta na alergia. O uso do soro fisiológico é essencial para mitigar os sintomas de possíveis crises alérgicas.

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