Agora é oficial: o Paraná Clube tem dois interessados pela compra da SAF – e autorizados pela Justiça. Foi protocolado na noite de domingo o termo que autoriza a FG 10 Sports Academy, empresa do Rio de Janeiro, a também apresentar uma proposta ao Tricolor. Assim, a Carpa Gestora de Recursos, que teve sua proposta aceita pelo clube, não é a única a estar como parte do processo de recuperação judicial paranista – por onde passa a venda da SAF.
A Banda B noticiou em 15 de janeiro, em investigação feita em parceria com o jornalista Guilherme Moreira, o interesse da FG 10 Sports Academy. Três dias antes, a empresa de gerenciamento de atletas, que tem Francisco Gomes como dono, havia protocolado junto à 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial a entrada no processo. Apesar de não ter experiência em gestão de clubes, a FG 10 Sports Academy representaria na verdade seis investidores interessados no Paraná Clube.
Os detalhes da proposta ainda não são totalmente conhecidos – e também não estão inseridos no processo. Mas a empresa sinalizou à diretoria do Paraná Clube um contrato de R$ 600 milhões por 10 anos. E, como normalmente acontece com SAFs em recuperação judicial, a FG 10 assumiria as dívidas do Tricolor. Hoje, a dívida total do clube é de R$ 174 milhões – R$ 126 mi cobertos pela recuperação judicial, e R$ 48 mi em dívida ativa com o governo federal.
Relação com o pedido do Paraná Clube?
Na sexta-feira (26), o Paraná Clube havia pedido à juíza Mariana Gusso que estendesse o prazo para apresentação do modelo de venda da SAF por mais 20 dias – 30 dias no total. O fato de a FG 10 agora ser habilitada a participar do processo ajuda a entender a decisão da diretoria tricolor e da administração judicial. Após a manifestação da União, que ameaçou pedir a suspensão da RJ paranista caso houvesse o acordo com a Carpa nos moldes apresentados, o clube preferiu se resguardar.
Aprovada rapidamente por três conselhos do Paraná Clube, a proposta da Carpa envolveria R$ 430 milhões em dez anos, mas vinculados à não inclusão das dívidas no contrato. Como compensação, o Tricolor incluiu o leilão da sede da Kennedy (avaliada oficialmente em R$ 68,7 milhões) e a venda do potencial construtivo da área da Vila Olímpica do Boqueirão. A União sustenta que um leilão pode ser fechado por valor menor que o avaliado e que o uso da Vila Olímpica precisaria ser aprovado pelos credores.
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