O Conselho Deliberativo do Paraná Clube aprovou nesta segunda-feira (4) por grande maioria a venda da sua Sociedade Anônima do Futebol. Com rápido trâmite nas instâncias internas, a proposta recebida pelo Tricolor prevê um aporte de cerca de R$ 430 milhões nos próximos dez anos. Outra premissa do negócio é o retorno paranista à Série B do Campeonato Brasileiro em no máximo cinco anos. Hoje sem divisão nacional e na segunda divisão do Paranaense, o clube trata este negócio como a salvação da lavoura.

A proposta de um grupo de investidores – entre os quais haveria pelo menos um torcedor ilustre do Paraná Clube – chegou às mãos da diretoria em novembro. Os cartolas aprovaram o negócio, mas qualquer assunto desta natureza precisa passar por três instâncias internas. Na última sexta-feira (1), o Conselho Consultivo deu OK à venda da SAF. Imediatamente foi marcada a reunião do Conselho Deliberativo, que também deu sinal verde. Agora, como rege o estatuto do Tricolor, o tema terá que ser deliberado em uma Assembleia Geral de sócios.

Aprovada pelos sócios, a proposta de venda da SAF segue para a 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba. A partir do recebimento, o tempo médio para homologação é de um mês. A juíza Mariana Fowler Gusso pedirá pareceres de outros setores do Judiciário, incluindo o Ministério Público. A diretoria do Paraná Clube vai tentar acelerar o processo, e tenta marcar uma audiência com a magistrada – isto porque a nova dona do futebol tricolor já quer iniciar a profissionalização do departamento.

A proposta recebida pelo Paraná Clube

O investimento de cerca de R$ 43 milhões por ano tem como objetivo promover a recuperação estrutural e esportiva do Paraná Clube. Em recuperação judicial nos últimos meses, o Tricolor terá que usar parte deste valor para o pagamento de dívidas – que caíram de R$ 120 milhões para R$ 60 mi, diluídas pelos próximos 15 anos. As prioridades iniciais são o retorno à primeira divisão paranaense e a revitalização da estrutura para treinamentos. Entre os investidores, também estaria a Bridge Sports Capital, que tem Marcelo Campos Pinto, ex-poderoso da Globo, como sócio.

Em um segundo passo, a SAF do Paraná Clube trabalha com a construção de um centro de treinamentos – lembrando que o Ninho da Gralha é de propriedade do empresário Carlos Werner. O grupo de investidores terá como garantia um dos patrimônios do Tricolor. A tendência é que seja o estádio Erton Coelho de Queiroz, a Vila Olímpica do Boqueirão, aprovada pela Justiça para ser colocada em alienação.

Vila Olímpica, estádio do Paraná Clube.
A Vila Olímpica do Boqueirão deverá ser colocada como garantia do acordo com a SAF. Foto: Arquivo

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Paraná Clube: conselho dá sinal verde para venda da SAF

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