Após a goleada por 6 a 1 para a Portuguesa, o técnico Marcelo Oliveira, bastante abatido, lamentou muito este péssimo resultado, mas não colocou seu cargo à disposição, deixando a decisão de seu futuro para a diretoria do clube. Confira o que disse o comandante tricolor.
Desempenho no jogo
“Nesse momento, até falar muito é perigoso, porque realmente está todo mundo chateado, sofrendo. Aqui qualquer resultado poderia acontecer, até pelo potencial do adversário. O problema foi a maneira que aconteceu, principalmente no primeiro tempo. Havia uma vibração, uma mobilização para este jogo, todo mundo achando que poderíamos ter um bom resultado. Mas novamente pecamos em detalhes, em desatenções. Hoje a bola parada deles foi decisiva. Houve uma reação no início do segundo tempo, adiantamos o time corremos riscos. A gente tá lamentando muito, mas ainda com a sensação de que fazemos de tudo para melhorar a situação. Não esperávamos um resultado largo assim.”
Oportunidade no Tricolor
“Eu vim pra cá com muito orgulho, uma oportunidade única de trabalho. O clube tem coisas muito boas e outras ainda a melhorar. Como profissional, cabe a mim trabalhar sempre ao máximo, assim como toda a comissão técnica. Todos vivemos intensamente cada dia de trabalho, mas são coisas do futebol. Hoje os gols saíram muito rápido e mudaram o panorama do jogo. Até chegamos por duas vezes, mas aconteceu isso hoje e lamentamos muito o que aconteceu. Estou aí para me responsabilizar, assim como todos, por este momento delicado.”
Falhas defensivas
“Eu não gosto de aprofundar muito o que aconteceu num momento difícil desses, nunca fui de expor profissionais. Estamos juntos na vitória e na derrota. Houveram falhas mesmo, não dá para negar.”
Possível demissão
“Isso faz parte do futebol, já tenho nove meses do Paraná. Eu to aí para todo risco, a partir de amanhã com a cabeça fria. Vou visitar minha família, estou sozinho em Curitiba, e agora cabe à diretoria fazer o que for melhor para o clube. Estou disposto a me reunir com eles na segunda-feira.”
“Mudar técnico é do futebol, eu tenho como filosofia de vida é que nada acontece fora de hora ou por acaso. Na minha carreira eu convivi muito mais com vitórias, estou assim pela derrota. Eu não tenho apego à cargo, tenho apego ao trabalho, ao futebol.”
Cargo à disposição
“To dizendo que a diretoria é capaz de decidir, são pessoas competentes. Não ponho o cargo à disposição, mas a decisão que a diretoria decidir o que é melhor e eu vou acatar. Se isso acontecer, aceito de forma tranquila porque vou sair consciente que sempre dei o máximo de mim.”
Elenco tricolor
“O grupo é muito bom, não tivemos problema nenhum até essa semana. Tivemos um agora, que o atleta abandonou o campo, não queria viajar porque achou que não estava escalado. E ele até fez falta hoje aqui. Minha convicção é formada baseada no treinamento e eu não mudo isso. Se acharem que eu escalei mal, que ponham outra pessoa.”
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