Tostão, ex-craque do Coxa – Foto: Divulgação/Coritiba

Um dos maiores ídolos do Coritiba, o ex-meia Tostão era ‘o’ craque da equipe alviverde em 1989, considerada uma das melhores da história do clube. Campeão paranaense naquela temporada, o ex-jogador viu uma ‘virada de mesa’ da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rebaixar a equipe alviverde para a segunda divisão, após a decisão da diretoria de não entrar em campo contra o Santos.

O veredito dos cartolas coxas-brancas, que era amparado por uma liminar judicial, foi motivado pela alteração da data de outra partida, entre Sport e Vasco, transferida para três dias após o confronto alviverde diante dos paulistas. Na época, a equipe pernambucana brigava por uma vaga com o Coxa para a próxima fase.

“Nós sentíamos, assim como a torcida, que aquele era um time especial. Estávamos disputando um campeonato de alto nível e jogando muito bem. Na minha opinião, tínhamos uma chance boa de brigar pelo título. Ficaríamos entre os quatro, no mínimo. Mas aquela situação contra o Santos foi um ‘balde de água fria’ e pegamos um ano de puniãço”, relembrou Tostão, em entrevista ao programa Balanço Esportivo, da Rádio Banda B.

Sem viajar para Juiz de Fora (MG), local designado para o jogo diante do Peixe, o Coritiba perdeu por W.O. e foi punido pela Confederação Brasileira de Futebol, sem poder terminar o torneio nacional. “Dois advogados do Coritiba foram ao Rio pegar um parecer para que jogássemos na mesma data que a do Sport. Aquilo fez com a diretoria decidisse não jogar, mas nós, jogadores, queríamos entrar em campo. O Santos já estava desclassificado e acredito que venceríamos com facilidade”, lamenta.

Em retrospecto, Tostão analisa o que fez daquele time ser um dos mais queridos na lembrança do torcedor alviverde. “Era um grupo unido. Saíamos juntos, fazíamos churrascos, e dentro de campo a parceria aumentava. Sem contar os grandes craques que nós tínhamos em campo, como Serginho, Carlos Alberto Dias, Chicão, Kazu… Aquela equipe jogava de forma muito semelhante ao time do Flamengo, com Zico e companhia: com muita movimentação, sem ter posições fixas no gramado. Nossa força ofensiva e a organização do meio de campo faziam a diferença”, completou.