Contratado para ajudar a melhorar o futebol do Coritiba, o diretor técnico Paulo Autuori tirou o peso da SAF, não só na reformulação do clube, mas também do futebol brasileiro como um todo. O dirigente, que trabalhou no Cruzeiro com Ronaldo, já tem uma experiência no novo modelo, que, aos poucos, vai tomando conta de muitos times.

Porém, ele destacou que as empresas não são a salvação do futebol nacional. Segundo Autuori, se fez uma imagem de que as SAFs chegariam, injetariam dinheiro, contratariam jogadores e os resultados apareceriam imediatamente. E ele fez questão de destacar que não é assim que a coisa funciona.

Se pensa que as SAFs, no futebol brasileiro, serão a salvação, quando são apenas uma ferramenta a mais para a reestruturação do mercado. Então a expectativa externa é que a SAF vai gastar dinheiro, trazer jogadores e isso é uma visão errada. As SAFs trazem ideias, pilares, formando uma gestão que permita trazer uma solidez e capacidade de investimento, suportar o projeto com a qualidade necessária. Isso demanda processos sólidos, convicção, coragem”, afirmou, em sua apresentação no Coxa.

Coritiba não pode gastar errado

Ao enfatizar que uma SAF não tem como compromisso apenas trazer reforços, Paulo Autuori citou como exemplo o Chelsea, que mudou de dono em maio de 2022 e a nova empresa gastou em vários jogadores, mas, até aqui, o clube inglês não se recuperou e não vem conquistando bons resultados.

O importante é a estruturação do mercado, os que viraram SAF ou que seguem como associação. Essa visão simplista parece ser real, mas não é. É preciso ter uma abrangência mundial. O Chelsea gastou 1 bilhão em jogadores, não conseguiu seus objetivos e 16 jogadores já saíram. Isso tudo é para se analisar”, apontou.

Paulo Autuori, diretor técnico do Coritiba
Autuori ressaltou que SAFs não vão mudar realidade dos clubes de uma hora para outra. Foto: Ricardo Brejinski/Banda B

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Paulo Autuori tira responsabilidade de SAF no Coritiba: “não são salvação”

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