
Não foi desta vez que caiu o tabu de 11 anos sem uma vitória do Coritiba em Ponta Grossa. Jogando em seus domínios, o Operário mostrou superioridade e derrotou o Alviverde por 2 a 1, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paranaense, no Estádio Germano Krüger.
Desde o início do confronto, a equipe comandada por Ricardo Catalá fez valer o seu mando, encurralou o Coxa e fez pressão para atuar no campo dos visitantes.
As chances foram sendo criadas uma depois da outra, mas a abertura do placar veio após uma falha do goleiro Alex Muralha na saída de bola. O atacante Felipe Garcia não perdoou.
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No retorno para o segundo tempo, o Coritiba ensaiou que mudaria de postura com a entrada de Luizão no lugar de Pablo García. Mas durou pouco tempo.
Em seguida, aos quatro minutos, o zagueiro Márcio Silva colocou a mão na bola e o pênalti foi assinalado. Na cobrança, o meia Marcelo tocou no canto, Muralha até acertou o canto, porém a bola entrou.
Passada a primeira derrota no Estadual, o Verdão buscará a sua reabilitação no Sudoeste paranaense, onde encara no próximo domingo (30), às 20h, o União Beltrão no Estádio Anilado, em Francisco Beltrão.
Já o Fantasma tenta manter os 100% de aproveitamento no mesmo dia e horário, mas em Paranaguá, diante do Rio Branco, no Carangueijão.
Operário manda no primeiro tempo
O bom público que foi ao Germano Krüger fez a sua parte, apoiou com vigor o Operário, e dentro de campo os jogadores do time da casa deram a resposta. Foram 45 minutos iniciais de amplo domínio do Fantasma, ante um Coritiba que não se encontrou e quase não ameaçou a meta do goleiro Simão.
Desde os primeiros minutos a equipe de Ponta Grossa procurou ficar mais com a bola, tentando armas lances ofensivos de múltiplas formas.
Um dos mais inspirados foi o meia Marcelo, o primeiro a ameaçar o gol de Alex Muralha. Pouco a pouco, o Operário foi aumentando a pressão sobre o Coxa, com diversas roubadas de bola.

Sem se encontrar, o Alviverde também demonstrou nervosismo, o que ficou claro aos 16 minutos, quando o atacante Alef Manga se envolveu em uma confusão com jogadores do Operário.
Foi ali que o árbitro Robson Babinski passou a distribuir cartões amarelos (apenas o Fantasma levou cinco, contra três para o Verdão), mas o pior estaria por vir.
Aos 20, Muralha tentou sair com a bola, errou e o Operário não perdeu tempo. Na sequência do lance, Rodrigo Pimpão arrematou, o goleiro coritibano deu rebote e Felipe Garcia balançou as redes dos visitantes. Apesar da falha, Muralha se redimiu em dois lances seguidos, aos 27 e 28 minutos, salvando o Coxa em dois lances perigosos dos donos da casa.
Irritado, o técnico Gustavo Morínigo mandou os reservas para o aquecimento já aos 36 minutos. O prejuízo poderia ter sido ainda maior, uma vez que Pimpão pediu pênalti depois de um cruzamento do lateral-direito Arnaldo, e o atacante do Operário reclamou que foi empurrado por Matheus Alexandre.
Simão fez apenas uma única grande defesa, aos 43, em jogada arrematada por Igor Paixão. Muito pouco para o Coritiba ter melhor sorte, e a sensação foi de que a derrota parcial pelo placar mínimo ficou de bom tamanho até aquele momento.
Coxa parte em busca da reação
Morínigo tirou o estreante Pablo García, apagado na etapa inicial, e promoveu a entrada do prata da casa Luizão no ataque coritibano. Uma chegada já com um minuto do segundo tempo, em uma jogada entre Alef Manga e Igor Paixão, deu a pinta de que traria uma reação alviverde. Todavia, a empolgação durou pouco.
Aos 4 minutos, o zagueiro Márcio Silva evitou um provável gol do Operário ao colocar a mão na bola. Na cobrança, Marcelo bateu no canto, Muralha chegou a tocar na bola, mas ela acabou entrando na meta dos visitantes. Festa dos mais de 2,2 mil torcedores que compareceram ao Germano Krüger.
Tentando fazer a equipe reagir, o treinador do Coxa promoveu as entradas de Natanael, Val e Régis nas vagas de Matheus Alexandre, Matheus Salles e Robinho, respectivamente. A mexida teve um efeito quase imediato, sobretudo pela presença de Régis, que chamou o jogo e fez o Verdão crescer na partida.
Aos 23 minutos, a pressão do Coritiba finalmente acabou recompensada. Depois de cruzamento na área, o zagueiro Henrique mergulhou para diminuir o marcador. Dali em diante, a pressão alviverde aumentou diante de um Fantasma já mais desgastado e sem tanto fôlego para aproveitar os espaços com contragolpes.
Faltando dez minutos para o final da partida, Catalá fechou a equipe da casa com a entrada de zagueiros, preferindo se fechar e garantir a vitória do que buscar o terceiro gol. Da sua parte, o Coxa seguiu pressionando, com mais posse de bola e com uma postura bastante distinta em relação aos primeiros 45 minutos, porém o empate não veio. Nem o fim do tabu.
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