O jogo desta quarta-feira (14) contra o Maringá foi o segundo do Coritiba no Couto Pereira sem a presença das torcidas organizadas no estádio. A punição pesada da Justiça, que não apenas suspendeu as agremiações como também impediu a entrada de membros cadastrados no banco de dados dos órgãos de segurança, por ora segue valendo. Mas continuam surgindo tentativas de derrubar a decisão.

Na noite da terça-feira (13), foi protocolada mais uma petição que tenta liberar a presença dos cerca de 1.800 torcedores do Coritiba – ou ao menos parte deles – nos estádios. Neste momento, por estarem indicados como membros das organizadas Império Alviverde e Dragões Alviverde, eles estão cumprindo um ano de suspensão. O caso, que foi julgado pela 19ª Vara Cível de Curitiba, tem seus pedidos de liminar apreciados pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná.

A punição de um ano foi decidida por conta da briga generalizada entre torcedores do Coritiba e do Cruzeiro, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2023. Consideradas reincidentes, por problemas que também ocorreram no ano passado, as organizadas receberam a punição mais pesada desde que Justiça e Ministério Público iniciaram uma espécie de ‘cruzada’ contra as facções dos três clubes de Curitiba.

E o Coritiba?

Por ora, o Coritiba segue mantendo a posição de cumprir a decisão da Justiça, mas criticando a posição dos magistrados e do MP. Defendendo a Império Alviverde, o advogado Jeffrey Chiquini segue buscando alternativas. “Não iremos nos calar diante da injustiça”, escreveu em suas redes sociais. E a última petição, da advogada Kayoana Adornes Galeazzi, já está sob análise da 4ª Câmara Cível.

Atualização das 15h38: O quinto pedido, feito pelo advogado Ivo Harry Celli Neto, entrou no sistema do Judiciário às 14h29 desta quinta-feira (15).

Torcida do Coritiba.
Nenhuma faixa alusiva às organizadas pode entrar nos estádios do Brasil por um ano. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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