
O mais recente clássico Athletiba ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (27). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou os áudios do VAR sobre pelo menos três lances que geraram muita discussão, todos a respeito de possíveis pênaltis no jogo entre Coritiba e Athletico, no dia 19 de junho, no Estádio Couto Pereira, pela 13ª rodada do Brasileirão.
No primeiro lance, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira foi chamado pela responsável pela arbitragem de vídeo, Daiane Caroline Muniz dos Santos, para analisar um possível toque no braço do zagueiro Luciano Castán, do Coritiba, dentro da área, no primeiro tempo. A penalidade acabou não sendo assinalada, pois não foi detectada a infração.
O segundo áudio trata do pênalti marcado sobre Vitor Roque, do Athletico, após ser atingido pelo goleiro Rafael William. Pelas imagens, embora Castán tire a bola de cabeça, fica visível que o arqueiro alviverde atinge o rosto do atacante do Furacão. Na cobrança, Khellven fez o gol da vitória rubro-negra.
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A polêmica
Entretanto, o lance mais polêmico foi o último do Athletiba, quando uma bola levantada na área do Athletico termina com uma possível carga do zagueiro Pedro Henrique sobre o atacante Léo Gamalho, do Verdão. O árbitro encerrou o jogo em seguida, sem analisar o lance do VAR, para irritação de todos do lado alviverde.
Na cabine de vídeo, em meio a muitas falas e sons, é possível ouvir que os responsáveis entenderam que o defensor athleticano “foi só na bola”, ao mesmo tempo em que o árbitro em campo é cercado por jogadores do Coxa e expulsar o lateral-direito Warley, que o teria peitado em meio às reclamações.
Troca de argumentações
O Coritiba já enviou uma representação para a CBF na semana passada, queixando-se da atitude de toda a arbitragem, que não revisou o possível pênalti em Gamalho pelo VAR, o que o head esportivo René Simões classificou como “quebra de protocolo”. Na mesma nota em que divulgou os aúdios do VAR do Athletiba, a entidade faz alguns apontamentos que, aparentemente, servem para rebater a argumentação coritibana.
“A tecnologia de vídeo só será usada para corrigir erros claros e incidentes não vistos nas situações pré-definidas e que podem mudar o rumo do jogo (…); o árbitro sempre tomará sua decisão independentemente da existência dos VARs, ou seja, o árbitro não pode não tomar uma decisão, remetendo a situação ao VAR. Se o árbitro decidir não paralisar o jogo devido a uma possível ofensa, a decisão (de permitir a continuação do jogo) poderá ser revisada. Em raras ocasiões o árbitro pode consultar o VAR. Por exemplo, ao pedir para identificar o jogador que deve ser punido”, indicou.
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Para os coxas-brancas, o lance de Gamalho obrigatoriamente deveria ter sido revisado tanto pela equipe do VAR quanto pelo próprio árbitro, que teria terminado o clássico abruptamente, sem rever o polêmico lance. Para esse entendimento, também há uma indicação da CBF em sua nota.
“A decisão original tomada pelo árbitro não será alterada, salvo se a revisão pelo vídeo mostrar que a decisão foi claramente errada; só o árbitro poderá iniciar uma revisão. O VAR (e os demais membros da arbitragem) só poderão recomendar que o árbitro faça uma revisão; seja qual for o processo de revisão, não pode haver pressão para que uma decisão seja revisada rapidamente, pois a precisão é mais importante que a pressa; se o jogo continuar após um incidente revisável, qualquer medida disciplinar tomada ou exigida durante o período pós incidente não pode ser cancelada, ainda que a decisão original seja alterada (com exceção de advertência ou expulsão por parar um ataque promissor ou uma chance clara de gol)”, completou.
Próxima partida
A derrota no Athletiba foi a segunda do Coritiba dentro de casa neste Brasileirão. A equipe é a primeira fora da zona do rebaixamento, não vence há seis jogos e tentará a reabilitação no próximo domingo (3), às 18h, contra o lanterna Fortaleza, no Alto da Glória.
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