Agosto de 2010. Foi nesse mês que a carreira do goleiro Vinícius, que ainda mantém vínculo com o Atlético Paranaense, começou a mudar. O goleiro foi chamado pelo Litex Lovech, da Bulgária, para preencher o lugar do ex-atleticano Galatto, que estava de mudança para a Espanha.

Titular desde o início, não foi preciso muito tempo para Vinícius mostrar seu potencial e conquistar a confiança de todos, do torcedor ao presidente do clube. “Estou muito contente aqui. Dentro de campo está sendo uma experiência incrível e os números mostram isso. E fora dele também, pois os brasileiros são muito admirados aqui, todos nos tratam com muito respeito”, contou o arqueiro.

E quando diz que os números falam por si, Vinícius tem razão. Desde que chegou, disputou 13 jogos e sofreu apenas seis gols. A média de 0,46 gol sofrido por jogo o colocou em um ranking de goleiros com menos gols sofridos em toda a Europa (*). E Vinícius ocupa nada menos do que a terceira colocação. Entre os goleiros brasileiros atuando no Velho Continente, o arqueiro revelado nas categorias de base do Atlético Paranaense, fica atrás somente de Júlio César, empatado com Helton, ex-Vasco, na segunda colocação.

“O grupo é muito bom, tanto que estamos na primeira colocação de um campeonato muito equilibrado, com cinco pontos à frente do segundo colocado, então isso ajuda também”, avaliou. “Nos últimos seis jogos sofremos apenas um gol e esse bom trabalho está sendo reconhecido aqui. O baixo número de gols sofridos se deve ao empenho de todos dentro de campo e ao trabalho realizado pela comissão técnica”, completou Vinícius. No total, são 460 minutos sem sofrer gols, uma marca que poucos goleiros costumam atingir.

O Litex Lovech disputa duas competições e as boas atuações de Vinícius têm ajudado a equipe a chegar longe em ambas. Além da liderança no campeonato búlgaro, a equipe está classificada para as quartas de final da Copa da Bulgária. “Estou me dedicando muito para conquistar títulos aqui e, no futuro, poder disputar campeonatos maiores ainda”.

Completamente adaptado, Vinícius sente falta de apenas uma coisa no Brasil: a família. Em outubro, sua esposa voltou para ter aqui a primeira filha do casal e o goleiro, além de conhecer a pequena somente após ela ter completado 17 dias de vida, pôde curti-la por apenas alguns dias nas festas de final de ano. “Com certeza o coração fica apertado, mas logo elas estarão por aqui comigo”, disse, completando que a família costuma passear pela cidade que tem cerca de 50 mil habitantes e fica a uma hora e meia da capital, Sofia, mas apenas quando o tempo ajuda: atualmente a temperatura beira os -10º.

(*) http://www.ogol.com.br/top_players.php?id_top=3&id_equipa=0&page=1

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.