Após o empate em 2 x 2 entre Atlético e Guarani, o técnico Leandro Niehues falou sobre o posicionamento da equipe e as tentativas de vencer, que no fim não deram certo. Visivelmente chateado com o resultado, o treinador evitou nominar culpados pelos gols sofridos, e preferiu falar em falhas coletivas. Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Niehues.
Posicionamento da equipe
“Nós sabíamos que se o Guarani perdesse a bola ia fazer linhas defensivas. Então treinamos duas situações. Uma com uma linha de quatro atrás, com o Diniz, o Leandro, o Rhodolfo e o Bruno Costa como lateral-esquerdo. O Márcio entrou ocmo ponta esquerda. A ideia era um 4-3-3, eram dois zagueiros, então um marcava e o outro ficava na sobra. Mas não deu certo, então a gente tinha outra situação planejada. Dependendo do atacante deles que abrisse, a gente ia inverter. Então abrimos o Leandro como um falso lateral, soltando o Diniz e segurando mais o Márcio. O Leandro e o Rhodolfo jogaram praticamente como os únicos zagueiros.”
Bruno Costa
“Era uma substituição que eu não queria fazer, mas o Dr. Edilson me alertou que ele já tinha colocado a mão umas duas vezes na coxa. Mas ele não pediu para sair, porque é um jogador jovem e que quer ajudar. Eu podia ter tirado ele depois do ato falho no pênalti, mas não ia queimar o atleta. No momento que ele saiu, estávamos melhor no jogo, e eu optei por recuar o Chico para a zaga, porque ele tava bem e também não poderia sair. Mesmo assim, eu assumo as responsabilidades.”
Márcio Azevedo
“Durante a semana a gente passa para os atletas as situações que podem acontecer no jogo, mas quando a bola rola tem um adversário com os mesmos objetivos que a gente. O Netinho não achou espaços para acionar o Márcio pela esquerda. As coisas deram errado, até por isso trocamos os lados, porque o Marcelo recebeu mais bolas na direita. Meu papel é tentar, não posso me omitir, tentei ganhar o jogo a todo instante.”
Falhas nos gols do Bugre
“A gente tentou ganhar o jogo, acho que tivemos 15 bolas paradas, e isso representa uma pressão. Mas, infelizmente, em duas falhas levamos dois gols. Eu não vou nominar, a gente conversou entre nós durante a semana. Foi repassado para eles que toda bola de fundo o Mazola ia lá e tentava cruzar no segundo pau. Então houve esse erro, assim como teve no segundo gol. E pagamos caro por esses gols, em falhas coletivas, não vamos individualizar. Mas vamos trabalhar para não errar mais.”
Vaias da torcida
“É uma situação normal, quem trabalha com futebol não pode fugir da responsabilidade. Tínhamos a obrigação de vencer, trabalhamos para isso e não conseguimos. A torcida tá no direito de reclamar e questionar o grupo e o treinador. Mas estou tranquilo, to procurando fazer um bom trabalho, ninguém pode questionar nossa vontade de ganhar o jogo, teve luta e entrega em campo. Mas pro Brasileiro precisa de algo a mais. Eu vim aqui responder o que foi certo ou errado, não fujo das minhas responsabilidades.”
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