
O último jogo do Athletico antes da final da Copa Libertadores da América tinha tudo para ser de alegria, mas terminou de forma melancólica na Arena da Baixada. Com reservas, o Furacão perdeu de virada por 3 a 1 para o Palmeiras, líder do Brasileirão e que, com o triunfo, pode ser campeão dentro de 24 horas.
Pelo o que os mais de 20 mil torcedores viram no primeiro tempo, parecia que os reservas do Rubro-Negro iriam conseguir neutralizar os titulares do Alviverde paulista. De quebra, o zagueiro Matheus Felipe fez um golaço e colocou os donos da casa na frente do placar. A partida estava bem favorável.
Entretanto, as duas mudanças de Luiz Felipe Scolari e uma das feitas por Abel Ferreira mudaram a situação em 13 minutos de segundo tempo. A ‘jóia’ palmeirense Endrick criou a jogada do gol de empate, em falha do zagueiro Pedro Henrique, e castigou o defensor novamente, ao fazer o segundo em cima dele.
O ‘xerifão’ Gustavo Gómez ainda faria o terceiro, fechando a fatura a favor dos visitantes. Ficou mantida a invencibilidade dos palmeirenses fora de casa, no jogo 1.500 do clube em Campeonatos Brasileiros. Se os seus dois perseguidores (Internacional e Corinthians) não vencerem nesta quarta-feira (26), o título estará matematicamente confirmado.
Para o Athletico, agora é hora de voltar todas as suas atenções para a decisão da Libertadores, neste sábado (29), às 17h (horário de Brasília), contra o Flamengo, em Guayaquil (Equador). O embarque da delegação acontece na manhã desta quarta-feira (26).
Na Série A, o Furacão volta a campo no dia 2 de novembro, às 16h, contra o Goiás, em Curitiba. Já o Palmeiras voltará a campo, sendo campeão ou não, no mesmo dia e horário, quando recebe o Fortaleza no Allianz Parque.
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Eficiência defensiva do Furacão atrás e na frente
No papel, o Palmeiras tinha o favoritismo no Joaquim Américo antes a bola rolar. Era o líder e virtual campeão do Brasileirão, melhor visitante e único time sem perder fora de casa, diante dos reservas do Athletico. Todavia, quando a bola rolou, o único predomínio palmeirense foi na posse de bola.
Mesmo tendo mais a pelota, os comandados de Abel Ferreira pouco perigo levavam à meta do goleiro Anderson. A primeira – e talvez melhor – oportunidade de gol dos visitantes veio justamente em uma lambança do camisa 98, que quis driblar Rony e quase entregou o ouro.
Já os athleticanos se preocupavam mais em marcar, enquanto acumulavam erros de passe do meio para frente, sem chegar sequer a rondar a meta de Weverton. De tão truncado e disputado, o confronto teve alguns lances mais ríspidos e, com menos de dez minutos, um cartão amarelo foi dado para cada lado.
Aos poucos, o Alviverde paulista ia tentando imprimir uma pressão, e chegou com arremates perigosos de Dudu e Scarpa, aos 14 e 20 minutos, respectivamente. Já o Furacão só chutou uma vez, aos 16, com Vitor Bueno, sobre o gol palmeirense. Definitivamente, os homens de frente do Athletico não pareciam inspirados.
Assim, coube a um zagueiro mudar a história do primeiro tempo. Aos 30, Matheus Felipe arrancou da intermediária alviverde e chutou forte, no ângulo de Weverton. Um golaço! Apesar da vantagem, o Rubro-Negro permaneceu na sua postura, enquanto os paulistas seguiam insistindo em cruzamentos e arremates de longa distância. Muito pouco para empatar, pelo menos nos 45 minutos iniciais.
Substituições decidem para os dois lados
Na volta dos vestiários, duas alterações em cada equipe. No Athletico, Pedro Henrique e Cuello entraram nas vagas de Nico Hernández e Vitor Roque. Do lado do Palmeiras, a ‘jóia’ Endrick, de 16 anos, e Gabriel Menino substituíram Danilo e Mayke. Tais mudanças, dos dois lados, fariam toda a diferença. Para o bem e para o mal.
Com dois minutos, Endrick já tentou a sua primeira jogada individual na área rubro-negra, mostrando que queria jogo. Os athelticanos seguiram valorizando o lado defensivo, e foram aos poucos sendo empurrados para trás pelos visitantes. Ainda assim, não havia nenhum lance de perigo contra a meta de Anderson.
Tudo mudou aos 13 minutos. Pedro Henrique saiu jogando, mas escorregou e perdeu bola para Endrick. O atacante saiu em velocidade e, na cara do gol, deu assistência que Scarpa aproveitou para igualar o marcador. Os rubro-negros pediam uma falta e, na reclamação, Cuello recebeu dois cartões amarelos e foi expulso.
O gol desequilibrou os donos da casa, e a virada quase veio aos 17, na bola aérea, um dos grandes problemas do Furacão nesta temporada, com Gustavo Gómez. Aos 24 minutos, isso se mostrou mais do que verdadeiro quando Rony alçou bola na área e Endrick, entrando nas costas de Pedro Henrique, marcou de cabeça.
Daí em diante, o Rubro-Negro não levou mais perigo e, para piorar, passou a ser ainda mais pressionado pelos palmeirenses, que queriam mais. Aos 30, em nova chance por meio de escanteio, Gómez desta vez deixou o seu, ganhando de cabeça dos defensores athleticanos.
O placar estava definido e o comandante alviverde aproveitou para poupar alguns dos seus titulares. Nas arquibancadas, o clima era de Libertadores, pois enquanto os athleticanos gritavam “eliminado”, os palmeirenses respondiam com “bicampeão”. Falando em taça, se Colorado e Timão tropeçarem nesta quarta-feira (26), o Palmeiras se sagrará campeão brasileiro de maneira antecipada.
Para o Furacão, a manutenção no G-6 segue assegurada. O foco total agora volta-se para a final da Libertadores. E para a correção dos erros, sobretudo a bola aérea.
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