
Um dos grandes símbolos do vice-campeonato de 2005, o ex-volante Alan Bahia relembrou a campanha do Athletico até a sua primeira final de Libertadores. Em entrevista exclusiva à Rádio Banda B, Bahia disse que o grupo enfrentou altos e baixos durante o torneio, mas se manteve competitivo em todas as partidas. Atualmente, ele atua como treinador e comanda o Parauapebas, do Pará.
Pilar da equipe rubro-negra, o ex-jogador atuou em 11 jogos naquela edição. Porém, no duelo de volta da decisão contra o São Paulo, Bahia iniciou no banco de reservas por opção de Antônio Lopes, o que, na visão dele, desiquilibrou o time. Ainda sobre a final, ele lamentou o fato do Furacão não ter disputado a ida na Arena da Baixada – o confronto aconteceu no Beira Rio.
“(Libertadores de 2005) Um campeonato difícil, nós não iniciamos bem o ano. Altos e baixos, houve a troca de treinadores até chegar o Antônio Lopes, que deu uma cara para o time. Começamos a primeira fase tropeçando, depois a gente embalou. Naquela época, a gente tinha um time muito competitivo e que brigava o tempo todo e isso foi fundamental para chegarmos na final. Hoje estou feliz pelo Athletico estar chegando novamente.”
“Foi muito difícil (não jogar a final na Arena), a gente sabia que jogar em casa seria fundamental, ter o apoio do nosso torcedor. O nosso torcedor sempre fez a diferença. Quando tiraram o jogo da Arena, aquilo ali desestabilizou a gente um pouco (…) Nós fizemos um grande jogo no Beira-Rio. Infelizmente na segunda partida, o Antônio Lopes desestruturou um pouco a equipe. Acho que tirar eu e Fernandinho foi um ponto fundamental para a equipe dar uma desequilibrada. Mas nada tira aquilo que a gente fez no campeonato”, completou.
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Final deste sábado
Bahia acredita que neste sábado (29), diferente de 2005, a Glória Eterna virá para Curitiba. Na visão dele, o Flamengo é vulnerável defensivamente e isso pode ser explorado pelo Furacão em transições rápidas. O fato do jogo ser único também é visto pelo ex-volante como uma possível vantagem. Questionado sobre uma aposta para o duelo, ele não hesitou em responder: ‘1 a 0 Athletico’.
“A gente sabe que o Flamengo é favorito pela qualidade dos jogadores, mas é um jogo único. É 50% para cada time. O Flamengo não vai se abrir como em um cenário de dois jogos, pois sabe que se tomar um gol fica difícil ganhar do Athletico. Estou muito confiante.”
“O Flamengo vem de uma sequência de jogos desgastante. É um time que propõem o jogo, mas é vulnerável na marcação. O Athletico tem que marcar muito e sair na transição para fazer os gols. Meu palpite é 1 a 0 Athletico”, disse.
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