A conquista do bicampeonato paranaense pelo Athletico, confirmada com a vitória por 3×0 sobre o Maringá, neste sábado (6), na Ligga Arena, entrou para a história do clube. É uma conquista – que, para a torcida, será só a primeira – no ano do centenário do Furacão, completado há apenas onze dias. E, apesar da campanha de 17 jogos com apenas uma derrota, foi uma trajetória turbulenta, mas que teve final feliz, com vitória, 28º título estadual, troféu Gil Rocha na galeria e estádio Mário Celso Petraglia lotado.

O início de 2024 do Athletico foi atribulado. A contratação de Juan Carlos Osorio, aprovada pela maioria da torcida e da imprensa, se mostrou um erro rapidamente. E não pelos resultados, mas pela falta de evolução do time. Se na estreia a vitória segura sobre o Andraus deu esperanças, veio a instabilidade. Empates com Azuriz e Maringá jogando mal, e duas vitórias suadas sobre o frágil Galo Maringá e o Cianorte.

A goleada por 4×0 sobre o PSTC voltou a dar a sensação de que o Athletico embalaria. Mas Osorio já trocava os pés pelas mãos. A obsessão por canhotos, a falta de certeza sobre o esquema tático, as escolhas polêmicas (como optar por Di Yorio e não por Mastriani) começaram a incomodar a diretoria. Após os triunfos sobre Cascavel e Londrina, a liderança na primeira fase do Campeonato Paranaense estava praticamente assegurada. Mas não havia tranquilidade no Furacão.

A queda de Osorio

Uma sequência de três atuações fracas, separadas pela vitória sobre o São Joseense, levou o Athletico a decidir pela demissão de Juan Carlos Osorio. O empate com o Operário na Ligga Arena, outra igualdade no Atletiba e a derrota para o Londrina, na abertura das quartas de final, foram a gota d’água para a diretoria do Furacão.

Para completar, Osorio teve um comportamento estranhíssimo no clássico. Discutiu o jogo inteiro com torcedores do Coritiba, a ponto de não acompanhar o que acontecia dentro de campo. Quando Fernandinho tentou contê-lo, quase acertou um tapa no meio-campista. E deu uma entrevista em que de forma sutil criticava o próprio elenco. Não havia clima para continuar.

Cuca no Athletico

Rapidamente o Athletico se voltou para Cuca, técnico que estava nos planos de Mário Celso Petraglia há anos. Apesar de uma reação negativa forte, especialmente das torcedoras, o treinador se apoiou na anulação de seu julgamento por ato sexual com menor na Suíça e se comprometeu a mudar a própria postura, ajudando no combate à violência contra a mulher. Em campo, o resultado foi imediato. Goleada sobre o Londrina por 6×0, festa na Baixada e classificação para a semifinal.

Diante do Operário, foram dois duelos difíceis – e Cuca admitiu que o Athletico não jogou bem. Mesmo assim, foram duas vitórias, carregando a melhor campanha (disparada) do Estadual para a final com o Maringá. No jogo de ida, a opção por parar o Dogão foi bem sucedida, e Pablo marcou o gol da vitória. E, neste sábado, foi a tarde da consagração. O Furacão mantém a hegemonia do futebol paranaense.

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Athletico é bicampeão paranaense

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