A situação do ex-jogador Robinho está cada vez mais complicada. Condenado por estupro na Itália, ele aguarda a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre uma transferência da pena para o Brasil – quer dizer, ele teria que cumprir os nove anos de prisão aqui. E o Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se à favor deste posicionamento em despacho enviado nesta segunda-feira (27) ao STJ.
O pedido da transferência de pena de Robinho foi enviado pela Justiça italiana no início do mês ao ministro da Justiça, Flávio Dino. Seguindo o trâmite, o caso foi enviado ao STJ, que pediu a manifestação do MPF. A Itália fez a solicitação por conta de o governo brasileiro não permitir extradições de brasileiros natos, tendo recusado portanto a extradição do ex-jogador.
No despacho, o sub-procurador Carlos Frederico dos Santos diz que “nesse contexto, inexistentes quaisquer restrições à transferência da execução da pena imposta aos brasileiros natos no estrangeiro, razão pela qual o requerido há de ser citado no endereço a seguir indicado para apresentar contestação”. O documento foi descoberto pelo UOL.
Relembre o caso
Robinho foi condenado – em todas as instâncias, sem chance de mudança de veredito – pelo crime de violência sexual em grupo. O fato aconteceu em 2013, em Milão. Ao lado de cinco outras pessoas, ele estuprou uma cidadã albanesa dentro de uma boate. Ela estava inconsciente devido ao consumo de álcool. A defesa do ex-jogador segue alegando que a relação foi consensual.
A decisão da Justiça da Itália em última instância só veio em janeiro do ano passado, quando Robinho já estava de volta ao Brasil. Foi inclusive por essa situação que a Justiça da Espanha decidiu pela prisão preventiva de Daniel Alves. O ex-atleta mora em Santos, mas segundo o jornalista Cosme Rímoli ele está em um sítio no interior de São Paulo, com mandado de prisão enviado à Interpol, mas sem ser extraditado.

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