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Em coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, o coronel Marcos Theodoro Scheremeta, comandante do policiamento da capital, afirmou que, apesar do Coritiba proibir a entrada de materiais de torcida organizada no estádio Couto Pereira, a PM só vai definir como agir com relação a isso no sábado, dia do jogo contra a Portuguesa.
Ao saber desta declaração, o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, garantiu que o Coritiba não vai mudar sua postura com relação à torcida organizada. “Nossa política vai ser seguida pelos seguranças do Coritiba. Ninguém com material de torcida organizada vai entrar no estádio e isso já está definido. O estádio do Coritiba é privado, não proibimos ninguém de entrar, só que a questão das torcidas organizadas é que elas são símbolo de violência e não é só aqui em Curitiba. Claro que tem pessoas boas dentro dessas torcidas, mas o Coritiba tem uma postura de dar segurança às famílias que vão ao estádio. Temos que preservar as pessoas de bem, porque estádio de futebol tem que ser sinônimo de alegria. Violência, vandalismo, agressividade, ódio não tem mais espaço no estádio do Coritiba”, disse.
Para o dirigente, é papel da PM garantir que essa medida seja cumprida e ainda disparou críticas à polícia: “Depois dos acontecimentos do ano passado, eu não lembro da polícia ter feito nada para proteger ou defender o Coritiba. Nós tivemos uma pena imensa, um grande prejuízo, e o que a PM fez? Entrou um monte de vagabundo, quebraram o estádio, o Coritiba teve seu estádio interditado e quem vai pagar a conta? Eu não sou irresponsável, eu defendo as pessoas de bem e eu não aceito esse argumento de que a polícia não tem poder. Como que não tem? Então o Coritiba vai usar seus seguranças para proibir a entrada. Não vai entrar e ponto final”.
No entanto, ele admitiu que caso haja uma determinação judicial que permita a entrada das torcidas organizadas, o Coritiba vai ter que cumprir. “Mas quem der essa determinação vai ter que ser responsável pelo que vier a acontecer no estádio”, completou Vilson.
O vice-presidente deixou claro que a medida não é contra pessoas e que nenhum sócio ou alguém com ingresso será impedido de entrar no estádio. “Só não permitimos a entrada de camisas, bandeiras e faixas da torcida organizada. Bateria pode entrar, músicas ao Coritiba podem cantar, só não queremos camisas e faixas. A questão da faixa é que quando põe a faixa no estádio se tira toda a propaganda, você põe em cima da publicidade e o clube perde o contrato. Com relação a camisas, o Coritiba não quer vincular a violência do dia 6 de dezembro com os próximos jogos”, explicou.
Por fim, Vilson garantiu que a diretoria quer a torcida no estádio, apoiando o time, mas pediu compreensão com esta postura do clube. “Não vamos aceitar falta de responsabilidade das autoridades de colocar só a culpa dos acontecimentos em cima do Coritiba”, desabafou o vice-presidente.
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