As especulações de que Paulo Roberto Falcão pode ser o novo comandante do Atlético ganharam ainda mais força depois que o gerente de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho, esteve em Porto Alegre, no último fim de semana, para se reunir com o comentarista.
A imprensa gaúcha noticiou nesta terça-feira que o salário pedido por Falcão chegaria a R$ 500 mil, cifra que está absolutamente fora da realidade financeira do time. Esse foi o número que o São Paulo se dispôs a pagar para Paulo César Carpegiani para que o técnico deixasse o Furacão em 2010. O dirigente do Atlético nega que Falcão tenha feito alguma proposta.
Falcão é um dos nomes na lista da diretoria atleticana. O salário do ex-jogador, que não dirige nenhum time há 15 anos, supera o valor costumeiramente pago aos técnicos do clube e, por isso, a contratação deve envolver toda a alta cúpula do Rubro-negro.
“Não falamos em valores, não teve nada disso. Acredito que isto vai se arrastar por toda a semana. Assuntos mais polêmicos não se decidem assim tão facilmente”, garantiu Bolicenho que já admitiu não ter pressa para a contratação do novo comandante.
O diretor de futebol, Valmor Zimmerman também já confirmou que o Atlético está tranquilo e não deve apressar a vinda de nenhum técnico, visto que o time conta com uma comissão auxiliar permanente para manter o time nesses casos. “A pressa pode trazer erros maiores. Nós queremos chegar a um consenso de qual é o melhor e errar o menos possível”, afirma Zimmermann.
Outros nomes cotados para assumir o clube são Carlos Alberto Parreira e Silas, que teria sido proposto por seis procuradores diferentes. Segundo Zimmerman, Geninho, demitido do Sport, não foi procurado pela diretoria e não está na lista de interesses do Atlético. Hélio dos Anjos, que também integrava a lista de candidatos, assumiu o time permambucano no lugar de Geninho.
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