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Como a rádio Banda B já havia antecipado, a diretoria do Paraná convocou uma coletiva na tarde de hoje, onde anunciou um pacote de ingressos para os próximos dois jogos da equipe, contra Náutico (31/07) e Coritiba (07/08), ambos na Vila Capanema. Não se trata de uma promoção, mas sim de uma mobilização para incentivar que o torcedor compareça ao estádio e ajude financeiramente o Tricolor.
Na entrevista estavam presente o presidente do Tricolor, Aquilino Romani, o vice Aramis Tissot, o diretor de futebol, Cezar Augusto de Melo, e o presidente do conselho, Benedito Barbosa. O projeto de mobilização prevê a venda de 6 mil ingressos para as duas partidas, sendo que R$ 3.500 para a curva norte, a reta do relógio e os camaroresa R$ 100, e mais 2.500 bilhetes para as cadeiras e a arquibancada social por R$ 150.
“Temos problemas financeiros, e isso não é de hoje. Estamos trabalhando muito para superar essas dificuldades. Por isso, lançamos esse plano de ingressos e contamos com o apoio da torcida. E nós esperamos realmente que a torcida nos ajude nesse momento, e tenho certeza que todos vão entender que o Paraná precisa muito do torcedor nesse momento”, explicou Aramis Tissot.
O vice-presidente deixou claro que a renda de bilheteria cobre apenas parte do problema do Tricolor. Por isso a diretoria segue trabalhando em busca de mais recursos, que solucionem de vez a dívida do clube. “Inclusive essas duas últimas derrotas são em virtude disso, da demostivação do grupo, porque é difícil pro jogador se concentrar tendo problemas pessoais”, completou.
Já Aquilino Romani fez questão de dizer que a dívida do Paraná, perto de todo seu patrimônio é insignificante. Apesar disso, ele admitiu que a diretoria cogitou a possibilidade de fechar as portas do clube. “Nós pensamos em parar com o futebol do Paraná por um tempo. Mas aí a gente pensa qual o melhor caminho? Quando o Guto fala que aqui não tem vaidade, é verdade. Ninguém aqui tem a intenção de aparecer. Nós queremos levantar o Paraná, estamos trabalhando e vamos dar a volta por cima”, desabafou.
Benedito Barbosa foi o último a falar na coletiva e criticou as pessoas que torcem pelo fim do Paraná a cada nova crise que o clube enfrenta: “Sempre que o Paraná vive um momento difícil, falam que o Paraná vai acabar ou fazer uma fusão. Parece que há esse desejo em certas pessoas, não nos paranistas. Porque quando se trata do Paraná sempre significa o fim do clube?O Paraná não sucumbirá mesmo diante de tamanha dificuldade financeira que vive. E como fazer isso? Com uma diretoria presente, que busca a saída e uma torcida que mostra que é forte”.
Ouça os áudios acima comtrechos dascoletivas de Aramis Tissot, Aquilino Romani e Benedito Barbosa.
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