Após a vitória do Atlético por 1 a 0 em cima do Palmeiras, no dia 04 de novembro, alguns torcedores do Coritiba apedrejaram ônibus da linha expresso que continham torcedores atleticanos, que voltavam da Arena da Baixada. A confusão aconteceu na av. João Gualberto, próximo ao tubo Maria Clara, que fica perto do estádio Couto Pereira.
A Guarda Municipal foi chamada até o local para controlar o tumulto e constatou que os torcedores alviverdes estavam concentrados em um bar perto do Couto e iam até a João Gualberto para atacar os rivais. Ao revistar os vândalos dentro de um bar, os guardas encontraram 15 papelotes de cocaína. Não foi identificado de quem era a droga, e por isso ninguém foi preso.
Na ocasião, o supervisor da Guarda Municipal, José Aparecido, relatou que esse grupo de torcedores do Coritiba saía correndo da João Gualberto após atacar os veículos públicos e se escondia dentro do bar Confraria, próximo ao Couto Pereira. No entanto, a diretoria do Movimento Unido Coritibano (MUC), que administra o bar Confraria, contestou a informação divulgada por José Aparecido.
De acordo com dois membros do MUC, Edson Fink e Valter Andrade, conhecido como Montanha, a abordagem do grupo de vândalos não aconteceu dentro bar, assim como a cocaína também não foi localizada no Confraria. “Nós não temos absolutamente nada a ver com esse fato lamentável de quebra de ônibus e coisas semelhantes. Em momento algum a Guarda Municipal adentrou a nossa confraria. E o que é pior para esse supervisor é que nós estávamos fechados naquele momento. Dentro da nossa confraria, nós nunca deixaríamos rolar incidentes que envolvessem brigas ou drogas”, disse Fink.
Montanha também contestou a entrevista de José Aparecido e falou sobre o real objetivo do bar Confraria: “Eu só queria contestar e lamentar, porque isso vai provocar uma reação da torcida do Atlético, que vai vir se vingar em cima da gente. Nós não brigamos com eles, nós respeitamos todos os torcedores. Uma confraria é um grupo de amigos, e é esse o nosso papel, trabalhamos muito na área social justamente combatendo a violência”.
Por fim, a diretoria do MUC promete tomar providências contra a nota divulgada pelo supervisor da Guarda Municipal. “Esse supervisor extrapolou e nós vamos buscar a verdade com ele custe o que custar. Já estamos tomando os caminhos necessários, porque não podemos aceitar ele dando um depoimento desses, que causou grande repercussão negativa para nós, inclusive com ação da Polícia Militar no dia seguinte”, afirmou Edson Fink.
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