Não dá pra negar que o Atlético entrou pressionado em campo e sob olhares desconfiados da torcida. E com motivo. Em três rodadas do Brasileiro, foram duas derrotas e um empate. Um ponto marcado em nove disputadose uma posição carimbada na zona do rebaixamento.

No total, a equipe completou sete jogos sem saber o que era vencer. Atuações frustrantes, somadas à demora na chegada de reforços ligaram o alerta na Arena da Baixada. Os torcedores estavam receosos em mais um ano de sofrimento com o time apenas lutando para não cair.

Com discurso afinado durante toda a semana, os jogadores prometeram muita vontade em campo e negaram qualquer tipo de problema interno no grupo. Contra o Atlético-GO, Leandro Niehues se despediu do comando do Furacão. A diretoria rubro-negra segue atrás de um novo treinador. Sérgio Soares, atualmente no Santo André, é o nome mais cotado para assinar com o clube.

Conversas extra-campo à parte, Niehues treinou normalmente a equipe e montou uma formação mais ofensiva para tentar a primeira vitória na competição. Sacou Alan Bahia e colocou dois meias na armação das jogadas. E deu certo: jogando muito bem, o rubro-negro venceu o xará goiano por 2 x 1.

O jogo começou quente na Arena da Baixada. O time visitante quase abriu o placar nos primeiros minutos. Mas o Furacão estava bem em campo e, a partir dos 10 minutos, tomou controle da partida.

O Dragão jogava recuado, e só saía em contra-ataques, sempre com muita cautela. Branquinho, muito bem no jogo, era quem mais se destacava em campo. A torcida logo percebeu o bom momento da equipe e ficou do lado dos jogadores, incentivando e levando o time pra cima do adversário.

Aos 18 minutos, Paulo Baier cobrou falta para a área. O goleiro Edson ficou olhando e a bola entrou direto. 1 x 0 para o Furacão, festa da torcida rubro-negra, que finalmente via o time atua bem dentro de casa. O meio-campo do Atlético se movimentava muito bem e a dupla Alex e Bruno Mineiro estava bem entrosada lá na frente.

Mas o Atlético-GO não estava morto em campo. A equipe goiana teve três boas chances de empatar o jogo, mas Neto, sempre bem posicianado, salvava o Furacão. Até que, com 33 minutos do primeiro tempo, Wagner Diniz fez boa jogada pela direita, invadiu a área, driblou dois marcadores e bateu no ângulo de Edson, que nada pôde fazer.

Assim, acabava qualquer chance do Dragão de crescer na partida e buscar o empate. Depois do 2 x 0, o time da casa ainda teve quatro oportunidades de marcar o terceiro. Bruno Mineiro perdeu duas chances claríssimas. Uma foi para fora e a outra foi defendida por Edson.

E o jogo foi para o intervalo com boa atuação rubro-negra e ampla vantagem no marcador. Geninho colocou Elias durante o intervalo e isso mudou o quadro da partida. O meia goiano entrou muito bem e foi a grande arma da equipe visitante para pressionar o Furacão.

O segundo tempo atleticano não foi nada parecido com a primeira etapa. O Atlético-GO voltou muito bem e logo depois do apito já foi pra cima do adversário. Só que aos 13 minutos, a reação do Dragão esbarrou em Keninha. O meia cometeu dura falta em Branquinho, recebeu o segundo e foi expulso.

Com um a mais em campo, o Furacão teve seu único bom momento nos 45 minutos finais. Mas logo o rubro-negro goiano voltou a ter domínio da partida. A pressão era tanta, que Márcio Azevedo chegou a tirar uma bola quase em cima da linha do gol.

A situação já não era boa para o Furacão e conseguiu ficar ainda pior. Aos 26 minutos, Wagner Diniz derrubou Elias na área, o árbitro marcou o pênalti e ainda mostoru o segundo amarelo, expulsado o lateral atleticano. O próprio Elias bateu a penalidade no canto direito. Neto foi na bola, mas não alcançou. 2 x 1 no placar e aí sim a coisa ficou quente. Só dava Dragão na partida até o apito final. O goleiro Neto foi o grande destaque deste segundo tempo. Ele salvou nada mais, na menos que quatro bolas que podiam decretar o empate e mais um resultado frustrante para o Atlético.

O Dragão lutava e não desistiu um segundo sequer, mas o Furacão se segurou bem e garantiu a primeira vitória na competição, no sufoco, na raça. A torcida já não gostou muito da atuação durante a etapa final. Quando Leandro Niehues tirou Branquinho para colocar Lisa, provocou a ira da torcida. Gritos de “burro, burro” foram ouvidos das arquibancadas. Mas no fim, tudo deu certo para o Atlético, que conquistou os três pontos e deixou a zona de rebaixamento para trás. Na próxima rodada, o Atlético-PR vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional. O Atlético-GO, por sua vez, enfrenta o Goiás no clássico goiano.

FICHA TÉCNICA

Atlético-PR
Neto, Manoel, Rhodolfo e Chico; Wagner Diniz, Valência, Branquinho (Lisa, 37’/2ºT), Paulo Baier (Netinho, 32’/2ºT) e Márcio Azevedo; Alex Mineiro e Bruno Mineiro (Tartá, 24’/2ºT)
Técnico: Leandro Niehues

Atlético-GO
Edson, Márcio Gabriel, Welton Felipe, Jairo e Chiquinho; Ramalho (Boca, 33’/2ºT), Pituca, Róbston e Keninha; Marcão (Elias, intervalo) e Juninho
Técnico: Geninho

Data: 27/05/2010
Local: Arena – Curitiba (PR)
Árbitro: Cláudio Luciano Mercante Júnior (PE)
Auxiliares: Erich Bartolomeu Bandeira (PE) e Ubirajara Ferraz Jota (PE)
Público: 10.971 pessoas
Renda: R$ 43.542,09
Cartões amarelos: Valencia, Márcio Azevedo, Wagner Diniz (CAP); Welton Felipe, Keninha (2), Chiquinho, Elias, Márcio Gabriel (ATG)
Cartões vermelho: Wagner Diniz (CAP), Keninha (ATG)
Gol: Paulo Baier 19’/1ºT (1-0), Wagner Diniz 33’/1ºT (2-0), Elias 27’/2ºT (2-1)

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