Quem depende de remédios de uso contínuo precisa se preparar: a partir de 1º de abril, os medicamentos vendidos no Brasil poderão ficar mais caros. O reajuste anual de medicamentos autorizado pelo governo deve variar entre 1,9% e 4,6%, dependendo do tipo de produto.

pessoa segurando cápsulas na mão enquanto despeja medicamentos de um frasco que terão reajuste em abril
Reajuste anual dos medicamentos começa em abril e pode fazer preços subirem até 4,6%. Foto ilustrativa: Freepik.

Apesar disso, o aumento não acontece de forma automática em todos os casos. Por isso, ainda há tempo para o consumidor se organizar e economizar.

Por que o preço dos remédios sobe todo ano

O reajuste é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e segue uma regra prevista em lei. Todos os anos, o governo calcula um limite máximo de aumento com base na inflação oficial do país, além de indicadores ligados à produtividade da indústria e ao nível de concorrência entre os medicamentos.

Isso significa que o índice divulgado funciona como um teto. Ou seja, os laboratórios não são obrigados a aplicar o aumento integral, e o preço final ainda pode variar conforme descontos oferecidos por farmácias.

Quanto pode subir em 2026

Para este ano, a estimativa é de que os reajustes fiquem entre 1,9% e 4,6%. Medicamentos com maior concorrência, como os genéricos, tendem a ter espaço para aumentos mais altos. Já aqueles com menos opções no mercado costumam ter reajustes mais contidos.

Mesmo assim, o aumento médio esperado gira em torno de 2,2%, abaixo da inflação acumulada no período, o que indica uma tentativa de segurar o impacto no bolso do consumidor.

Quem mais sente o impacto

O peso do reajuste é maior para quem utiliza medicamentos de forma contínua. No Brasil, remédios para controle de pressão alta, diabetes e colesterol estão entre os mais consumidos, como é o caso da losartana, metformina e sinvastatina.

Como esses produtos fazem parte da rotina de milhões de pessoas, qualquer aumento anual acaba se acumulando no orçamento ao longo dos meses.

Como economizar antes e depois do aumento

Segundo informações do Conselho Federal de Farmácia, com a proximidade do reajuste, antecipar a aquisição de medicamentos de uso contínuo pode ser uma alternativa, já que farmácias podem possuir estoques com preços antigos.

Outra estratégia importante é pesquisar. O mesmo remédio pode ter diferenças significativas de valor entre estabelecimentos, e ferramentas online ajudam a comparar preços com rapidez.

Também vale conversar com médicos e farmacêuticos. Em alguns casos, é possível substituir o medicamento por versões genéricas ou até manipuladas, que costumam ter custo menor. Além disso, programas de desconto — incluindo iniciativas como o Farmácia Popular e ações de laboratórios — podem reduzir o valor final.

Reajuste não aparece de imediato

Um ponto relevante é que o aumento não chega às prateleiras exatamente no dia 1º de abril. Como parte dos estoques foi adquirida antes da atualização dos preços, algumas farmácias conseguem manter valores antigos por mais tempo. Por isso, a recomendação é pesquisar e comparar.

O reajuste anual define apenas o preço máximo que pode ser cobrado pelos medicamentos. Na prática, isso significa que o consumidor ainda encontrará variações entre farmácias e até oportunidades de pagar mais barato, dependendo do momento da compra.

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