Foto: Divulgação Sindomoc

 

Pela segunda vez no dia, motoristas e cobradores de ônibus cruzaram os braços na série de protestos que pede segurança no transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana. O ato começou 15 horas e durou pouco mais de uma hora. Pela manhã, os trabalhadores já haviam parado das 9h até 10h.

Na última quarta-feira (6), a pedido das empresas, a Justiça do Trabalho concedeu um interdito proibitório que impede integrantes do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc) de impedir trabalhadores que estejam dispostos a continuar na função, sob pena de multa.

O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, disse em entrevista à Banda B pela manhã que há uma preocupação muito grande entre os trabalhadores. “Os motoristas e cobradores saem para trabalhar e não sabem se voltarão para casa. Nós temos três principais reivindicações: um sistema de câmeras que funcione online e que disponibilize as imagens direto para a Polícia Militar, a instalação de uma delegacia especializada no transporte coletivo e um patrulhamento mais efetivo da Guarda Municipal”, explicou ao radialista Geovane Barreiro.

O Sindimoc diz que recebeu uma sinalização da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) de que as câmeras devem começar a funcionar ainda nesse mês, como um projeto piloto. “Por parte da Urbs [Urbanização de Curitiba] nós ainda não tivemos resposta. No próximo dia 15, vamos participar de uma audiência pública na Câmara Municipal sobre a segurança no transporte coletivo”, finalizou.

Nota da Urbs

Sobre a paralisação, a prefeitura de Curitiba enviou a seguinte nota:

A Urbs informa que conta com 500 câmeras de monitoramento em terminais do transporte coletivo e estações-tubo, conectadas 24 horas ao Centro de Controle de Operação (CCO). Além disso, os ônibus da frota das linhas urbanas contam com botão de pânico. O acionamento pode ser feito pelo motorista ou cobrador em caso de emergência. Quando acionado o sistema alerta o CCO e também as empresas de ônibus.

Em relação ao botão de pânico, o Sindimoc respondeu:

Os motoristas e cobradores repudiam a ideia de “botão de pânico” nos ônibus como solução para o problema da segurança pública. É óbvio que os bandidos irão agir com brutalidade contra o trabalhador que acionar o mecanismo. Reiteramos que as reivindicações do Setembro de Luto são:

– Filmadoras em todos os veículos com monitoramento 24 horas;

– Criação de Delegacia Especializada em Crimes no Transporte Coletivo;

– Retorno do Grupo Tático Velado da Guarda Municipal nos ônibus.

Cronograma

Confira abaixo a programação completa das manifestações da categoria:

12/09 (TERÇA-FEIRA)

– 15h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Pinheirinho, CIC, Sítio cercado, Boqueirão, Carmo, Hauer, Capão Raso e Portão

13/09 (QUARTA-FEIRA)

– Assembleia de madrugada – Glória Boa Vista

– 15h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Campo Comprido, Campina do Siqueira, Santa Felicidade, Caiua e Fazendinha

14/09 (QUINTA-FEIRA)

– Assembleia de madrugada – Mercês

– 9h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Campo Comprido, Campina do Siqueira, Santa Felicidade, Caiua e Fazendinha

15/09 (SEXTA-FEIRA)

– Assembleia de madrugada – Teffé

– 15h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Pinheirinho, CIC, Sítio Cercado, Boqueirão, Carmo, Hauer, Capão Raso e Portão

18/09 (SEGUNDA-FEIRA)

– 9h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Santa Cândida, Boa Vista, Cabral, Barreirinha, Bairro Alto, Capão da Imbuia, Centenário e Oficinas

19/09 (TERÇA-FEIRA)

– 15h00 – Paralisação de 1 hora nos Terminais: Santa Cândida, Boa Vista, Cabral, Barreirinha, Bairro Alto, Capão da Imbuia, Centenário e Oficinas

20/09 (QUARTA-FEIRA)

15h00 GRANDE ATO – Concentração na Praça Rui Barbosa e passeata

21/09 (QUINTA-FEIRA)

DEFINIÇÃO DO DIA DA GREVE GERAL

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