Na série “Amor à vida”, a Banda B apresentou nesta quinta-feira (21) a terceira reportagem que aborda um assunto que merece a atenção de todos nós: o suicídio.

A série nos convida a sentir, pensar e agir… Agir em prol de uma multidão que está perdendo o significado de viver.

Na primeira matéria soubemos que o suicídio já é considerado um problema de saúde pública, com números em ascensão.

Na segunda reportagem, especialistas detalharam os principais motivos que levam as pessoas a cometerem o ato extremo e que os homens são os que mais tiram a própria vida.

Agora, a terceira etapa da série, mostra como identificar e, efetivamente, ajudar quem pensa em suicídio.

Alerta

A cada 40 segundos, alguém no mundo interrompe a própria vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as mortes autoprovocadas são oitocentas mil por ano, 58% mais numerosas do que os assassinatos, que somam 470 mil anualmente, de acordo com a OMS.

Tendência verificada também no Brasil, em que o número anual de suicídio já chega perto de 11 mil.

Confira a reportagem de Flávia Barros:

Na próxima quinta-feira (27), na reportagem que fecha a série “Amor à Vida”, neste Setembro Amarelo, você vai saber a importância do acolhimento às pessoas que pensam em suicídio, o papel da imprensa na prevenção e também vai ouvir o relato emocionante de um curitibano que já tentou tirar a própria vida por duas vezes.

Setembro Amarelo

Em 2018, o CVV (www.cvv.org.br), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, programou diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento.

Alguns exemplos são caminhadas, palestras, balões amarelos, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados, distribuição de folhetos e atendimentos em locais públicos.

Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV comenta que é o período mais intenso para todos os voluntários da instituição. “Nos preparamos desde o início do ano para aproveitar esse importante momento de falar sobre prevenção do suicídio e, aos poucos, quebrar alguns tabus”, comenta.

Correia comenta que os 32 suicídios que ocorrem diariamente no país, média de 1 morte a cada 45 minutos, é algo que pode ser reduzido.

“Perceber que a pressão interna está muito elevada, que o copo está para transbordar e, nesse momento ou antes disso, pedir e aceitar ajuda é muito eficiente. Conversar com alguém, seja conhecido ou desconhecido, de forma acolhedora e sem críticas já ajudaria essa pessoa a superar aquele momento.”

O voluntário do CVV complementa que muitas vezes as pessoas precisam de acompanhamento médico e/ou psicológico, mas que o serviço do CVV atua em situações de crises como complemento a esse tratamento.

Participe

Não é preciso estar ligado ao CVV ou a outra instituição para se mobilizar. Empresas podem fazer ações internas, distribuir materiais informativos disponíveis no site www.setembroamarelo.org.br e promover palestras. Órgãos públicos podem iluminar de amarelo fachadas de prédios, promover atividades, falar sobre prevenção nas unidades de saúde e escolas. E cada pessoa pode se mobilizar usando uma fita amarela ou vestindo amarelo, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto.

O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Visite www.setembroamarelo.org.br.

 

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