O advogado e ex-policial civil Jaminus Quedaros Aquino, de 59 anos, foi denunciado à Justiça por feminicídio por conta da morte da ex-esposa, Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos, em Curitiba.
Além da qualificadora de feminicídio, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) considerou outras três: motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio que possa resultar perigo comum.

O advogado Jackson Bahls Rodrigues, responsável pela defesa da família da Suellen, disse que a defesa está feliz com a denúncia do MP-PR pelo crime de feminicídio. E afirmou ainda que vai lutar pela tentativa de homicídio do filho.
“A denúncia vem ao encontro do que os advogados da família esperavam. São quatro as qualificadoras e duas causas de aumento de pena. Também duas causas que são o aumento de pena: na presença física dos filhos e descumprimento de medida protetiva. Estamos muito felizes, mas ainda lutamos pela tentativa de homicídio do filho. Temos a certeza que fazemos justiça nesse caso”
afirmou Jackson Bahls Rodrigues, assistente de acusação, para a reportagem
O denunciado, que é ex-policial civil, está preso em Curitiba e teria cometido o crime por não aceitar o término do relacionamento, tendo sido apresentado em audiência de custódia, na qual a prisão cautelar foi mantida.
Caso Suellen
Suellen Helena Rodrigues, que foi morta pelo ex-marido Jaminus Quedaros de Aquino, tinha fugido para a capital paranaense há pouco tempo por conta das ameaças que sofria. Ela tinha até uma medida protetiva contra o homem, que foi descumprida antes de o crime acontecer. Suellen foi morta na frente dos dois filhos, na tarde dia 31 de outubro.

O crime foi registrado por uma câmera de segurança e as imagens mostram praticamente tudo. Jaminus estava em um Cruise branco. Ele para o carro, desce, conversa por poucos segundos com Suellen e os filhos e já começa a atirar. Antes de fugir, ele pega a bolsa da mulher.
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