No segundo dia de protestos, motoristas e cobradores de ônibus paralisaram o transporte coletivo de Curitiba na tarde desta quarta-feira (6). A mobilização aconteceu no Centro e durou pouco mais de uma hora. O protesto foi realizado nas praças Rui Barbosa, Carlos Gomes, Osório, Zacarias, Tiradentes, Travessa Moreira Garcez e Rua Nestor de Castro e os atrasos afetaram toda a cidade.
A passageira Eunice de Souza declarou apoio ao ato, mas e comentou que foi pega de surpresa. “Eles estão no direito deles né, estamos com uma situação bem complicada dentro dos ônibus. Vou dar uma volta e depois eu volto”, comentou.
Câmeras
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a instalação de filmadoras com monitoramento online em todos os veículos e medidas como patrulhamento especial e implantação de delegacia especializada em crimes nos coletivos.
Nesta quarta-feira, as empresas de ônibus anunciaram uma iniciativa para tentar conter a onda de crimes contra coletivos. A ideia é fazer com que o botão do pânico, presente nos ônibus e nas estações-tubo, dispare um alerta diretamente nos centros de controle da Guarda Municipal e da Polícia Militar.
“Hoje, quando o botão do pânico é acionado pelo nosso colaborador diante de alguma eventualidade, o alerta é emitido somente nos CCOs (Centro de Controles de Operações) da Urbs e das empresas. Queremos que o alerta chegue diretamente à Guarda e a PM para que esses órgãos enviem uma viatura ao local do chamado o mais rápido possível”, explicou o diretor executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César. As empresas protocolaram um pedido de reunião com a Guarda Municipal e com a PM e aguardam resposta das corporações para tratar do tema.
Para segunda-feira, está prevista a realização de uma assembleia em Piraquara, na região metropolitana, logo pela manhã. Ainda estão previstas duas paralisações gerais de uma hora no transporte: uma para 9 horas e outra para 15 horas.
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