Dalzira Maria Aparecida, a Yalorixá Iyagunã Dalzira, como é conhecida no candomblé em Curitiba, conquistou seu título de doutora aos 81 anos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua tese na UFPR foi intitulada “Professoras negras: gênero, raça, religiões de matriz africana e neopentecostais na educação pública”.

Dalzira Maria Aparecida UFPR
Dalzira Maria Aparecida, a Yalorixá Iyagunã Dalzira, que defende seu título de doutorado. Foto: Neab/Divulgação UFPR

De acordo com a UFPR, Iyagunã Dalzira iniciou os estudos regulares aos 47 anos, no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Aos 63 anos, iniciou o curso de Relações Internacionais em Curitiba.

Aos 72 anos, defendeu seu mestrado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) com uma uma dissertação sobre os saberes do Candomblé na contemporaneidade.

Em entrevista à Carta Capital, ela disse que com título de doutora espera poder contribuir ainda mais para a reconstrução de um mundo melhor, com menos ódio, violência e mais amor. Em troca, quer apenas compreensão.

“Sempre seremos negros, mas que não sejamos odiados por sermos negros”, falou.

Personalidade do movimento negro paranaense

Mais que mestre, doutora ou mãe de santo, Iyá é hoje uma personalidade do movimento negro. A UFPR, em sua homenagem na rede social Facebook, e a Carta Capital ressaltaram que ela faz parte da 7ª geração de africanos que chegou ao Brasil. Além de representar um dos principais símbolos na luta pela defesa da tradição africana, da religiosidade africana e contra o racismo no Paraná.

Ainda de acordo com a Carta Capital, Iyagunã Dalzira, que é de Minas Gerais (MG), irá receber o título de Cidadã Honorária de Curitiba.

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Aos 81 anos, mãe de santo Iyagunã Dalzira conquista título de doutora na UFPR

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