Condenado a 104 anos, 4 meses e 6 dias de prisão pelo assalto seguido de morte de dois homossexuais em Curitiba, Jose Tiago Correia Soroka agia sempre às terças-feiras e não demonstra remorso pelos crimes cometidos. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), nesta sexta-feira (15), uma vítima sobrevivente foi fundamental para as investigações.

O promotor Rafael Carvalho Polli confirma as características que levam a apontar Soroka como ‘serial killer’. Segundo ele, o modus operandi era sempre o mesmo. “Ele ia até a casa das vítimas e, aproveitava-se da situação. Matou duas pessoas e subtraía os bens”, explicou.
Soroka encontrava as vítimas por aplicativo de relacionamento e agia na casa das vítimas.
Na sentença, a juíza Cristine Lopes, da 12ª Vara Criminal de Curitiba, cita a personalidade do serial killer. “Assim, verifica-se que o acusado, por apresentar as características do transtorno de personalidade dissocial, desprezou o resultado morte dos delitos de latrocínio, no sentido de não apresentar qualquer remorso em razão da visão distorcida que tem sobre empatia”, descreve.
Além de dois latrocínios consumados e um tentato, o réu também acabou condenado por extorsão e homofobia. Soroka segue preso preventivamente.
Condenação
Jose Tiago Correia Soroka, de 33 anos, foi condenado a 104 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de latrocínio. Ele é acusado de ter matado e roubado três homens gays, dois em Curitiba e um em Santa Catarina. Todas as vítimas dele moravam sozinhas e foram encontradas com sinais de estrangulamento.

Foram vítimas:
David Júnior Alves Levisio – 27 de abril de 2021, em Curitiba (PR);
Marco Vinício Bozzana da Fonseca – 4 de maio de 2021, em Curitiba (PR);
Robson Olivino Paim – 16 de abril de 2021, em Abelardo da Luz (SC).
José Tiago Correia Soroka tentou fazer uma nova vítima no dia 11 de maio daquele ano, no bairro Bigorrilho. Na ocasião, a vítima conseguiu resistir ao ataque e sobreviveu, mas teve alguns bens roubados.
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