Cinco anos após matar o tenente da Polícia Militar (PM), Cassio Ormond Araújo, a acusada Francielle Carolina Moscaleski vai a júri popular na próxima segunda-feira (7). De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Francielle era esposa de Cassio e teria modificado o local do crime com objetivo de simular um suicídio.

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A morte aconteceu na noite de 23 de julho de 2017, na Rua Presidente Epitácio Pessoa, no bairro Tarumã. Consta na denúncia que Francielle “efetuou o disparo contra a vítima de forma repentina

e inesperada, dificultando, assim, a defesa pela vítima”.

Em 2017, Francielle chegou a ser presa, mas foi solta depois que a defesa pediu habeas corpus. Ela alega que agiu em legítima defesa após ter sido estuprada pelo marido.

Assistente de acusação no processo, o advogado Rodrigo Cunha diz que espera condenação máxima. “Não há dúvidas de que Francielle mentiu para escapar da prisão. Todas as versões apresentadas por ela, como o suicídio, o disparo acidental e o abuso sexual, não se confirmaram e foram totalmente descartados por laudos periciais”, afirma.

A família ainda demonstra revolta com o fato de Francielle morar no Litoral e ser bancada com a pensão por morte de Araújo. “Queremos dar um basta para essa grande injustiça”, diz.

Cassio Ormond Araújo atuava no Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran).

Defesa

Por sua vez, a defesa de Araújo fala em “tragédia familiar”. O advogado Paulo Henrique Gonçaves diz que espera uma decisão justa. “A assistencia de acusação queria desvirtuar, dando a entender que o caso seria um ataque à Polícia Militar. No entanto, trata-se de uma tragédia familiar, em decorrência de um longo histórico de violência familiar e sexual”, garante.

O júri está marcado para começar às 9h30 da próxima segunda-feira.

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