
Acabou em virtude da prisão do senhor Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o Ministério Público, o parlamentar usou uma loja de chocolates num shopping e a compra de imóveis para lavar o dinheiro proveniente da chamada “rachadinha”.
O grande problema nesse momento é se Fabrício Queiroz vai ou não fazer um acordo com o Ministério Público e contar tudo o que sabe e o que pode provar sobre Flávio Bolsonaro. E se as provas podem ou não chegar até o presidente Jair Bolsonaro, o que poderia fazer andar os diversos pedidos de impeachment que dormem na gaveta de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.
A questão é ainda maior porque envolve o crime organizado no Rio de Janeiro. Os indícios apontam que Queiroz era o braço político da milícia carioca. A milícia é formada por grupos paramilitares, PMs e ex-PMs, que atuam nas comunidades pobres do Rio, como seguranças, vendendo gás, controlando TV a cabo e internet, além do tráfico de drogas e armas.
Nos próximos dias vamos saber se Fabrício Queiroz é um miliciano raiz ou um miliciano de shopping. Se ele abrir a boca é bem provável que a crise política em Brasília aumente muito, gerando mais instabilidade ainda. Se permanecer calado deve garantir um pouco de tranquilidade para a família do Presidente, que se complicou nessa história toda a ver o seu advogado pessoal envolvido no esquema. O desconhecido Frederick Wassef emprestou sua casa na cidade de Atibaia para que Fabrício Queiroz permanecesse longe das garras da lei.
Atibaia é a mesma cidade onde o ex-presidente e ex-presidiário Lula da Silva desfrutava de um sítio equipado pelas propinas das empreiteiras que prestavam serviço para a Petrobras.
Tudo isso é a realidade do Brasil. Corrupção, desvio de dinheiro público, milícias armadas, uma polícia que gosta de fazer espetáculo, um Ministério Público que vaza informação para parte da mídia, e o povo vendo a vaca ir para o brejo. Nessa hora parece que é salve-se quem puder.

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