Após o cabeleireiro Cristiano Galego, conhecido como o “Rei das Loiras”, revelar que devolveu mais de R$ 70 mil a clientes, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou à Banda B que cumpriu mandados de busca nos endereços vinculados ao cabeleireiro na última quinta-feira (2). No entanto, a equipe encontrou os imóveis desocupados.

Cristiano Galego, conhecido como Rei das Loiras, é alvo de investigação e mandado de busca e apreensão. Imagem mostra o cabeleireiro com terno preto, relógio de ouro e camisa branca. Ele é careca e tem barba e bigode.
“Rei das Loiras” é alvo de mandado de busca e apreensão em Curitiba. Foto: Reprodução/Redes sociais

As equipes policiais realizaram diligências para o cumprimento das ordens judiciais. Segundo a PCPR, Galego é investigado poresquema de estelionato praticado por meio da oferta fraudulenta de serviços de beleza’.

A investigação ainda aponta que o profissional utilizava um perfil com alto número de seguidores nas redes sociais – mais de um milhão – para atrair clientes com ofertas tentadoras de “mechas capilares”. Para garantir o suposto desconto e agendamento, ele exigia o pagamento antecipado via Pix.

As vítimas eram orientadas a comparecer a um espaço comercial no bairro Cristo Rei. Porém, ao chegarem ao local, as clientes davam de cara com a ausência de Galego. Além disso, ao tentarem cobrar explicações, eram bloqueadas em aplicativos de mensagens e redes sociais.

De acordo com a Polícia Civil, foi representado judicialmente por medidas cautelares, incluindo busca e apreensão, quebra de sigilo de dados e bloqueio de valores com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outras vítimas e preservar eventual ressarcimento dos prejuízos.

Agora, as investigações prosseguem para identificar possíveis coautores que ajudaram no esquema e descobrir possíveis novas vítimas que ainda não registraram o boletim de ocorrência.

A PCPR alerta que qualquer outras clientes que se sentiram prejudicadas podem denunciar na delegacia mais próxima ou realizar o boletim de ocorrência no site oficial da Polícia Civil do Paraná.

“Rei das Loiras”, com alvo de mandado de busca, nega única forma de pagamento

Entretanto, em entrevista coletiva, o “Rei das Loiras” negou que só havia uma forma de pagamento. Ele afirma que sofreu um ataque cibernético e perdeu um número de aplicativo de mensagens instantâneas com final 4040.

“Elas tinham a oportunidade de parcelar o serviço ou fazer em formato Pix. Apareceu em alguns sites que as clientes eram obrigadas a fazer apenas um tipo de pagamento. Isso não existe. Elas tinham oportunidade de parcelar em 12 vezes ou fazer o pagamento via Pix”

afirma Galego.

Galego afirma que devolveu mais de R$ 70 mil a clientes

O “Rei das Loiras” revelou que devolveu mais de R$ 70 mil a clientes e apresentou 57 comprovantes de pagamento após ser acusado de estelionato no último mês, em Curitiba. Ao todo, foram 26 boletins de ocorrência contra o profissional.

A defesa de Galego, representada pelo advogado Igor Ogar, é enfática ao afirmar que o que muitos chamaram de “golpe” foi, na verdade, um descontrole gerado por um quadro clínico psicológico.

O advogado sustenta que, no auge da crise, o cabeleireiro era uma pessoa ‘inimputável‘, conforme comprovado por laudos médicos. Apesar dos 26 boletins de ocorrência registrados, a defesa reitera que nunca houve intenção de lesar o consumidor.

A Banda B entrou em contato com a defesa de Cristiano Galego e aguarda retorno.

Leia a nota da Polícia Civil na íntegra

“A PCPR investiga um esquema de estelionato praticado por meio da oferta fraudulenta de serviços de beleza em Curitiba. Até o momento, a investigação identificou ao menos 26 vítimas formalmente registradas, com prejuízo financeiro que ultrapassa R$ 15 mil.

A PCPR verificou que o investigado utilizaria um perfil em rede social com elevado número de seguidores para divulgar pacotes promocionais de “mechas capilares”, exigindo pagamento antecipado via PIX para garantir o agendamento. No entanto, após o recebimento dos valores, os serviços não eram prestados. As vítimas eram orientadas a comparecer a um espaço comercial localizado no bairro Cristo Rei, mas constatavam a ausência do profissional. Em diversos casos, as clientes relataram dificuldades para contato posterior, sendo bloqueadas em aplicativos de mensagens ou redes sociais.

A PCPR representou judicialmente por medidas cautelares, incluindo busca e apreensão, quebra de sigilo de dados e bloqueio de valores com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outras vítimas e preservar eventual ressarcimento dos prejuízos.

Na quinta-feira (2), equipes policiais realizaram diligências para cumprimento de mandados de busca, porém os endereços vinculados ao investigado encontravam-se desocupados.

As investigações prosseguem para localizar o suspeito, identificar eventuais coautores e outras possíveis vítimas.

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